2023-08-15

 

Um puto muito especial

*Do «Marco do Correio» à degolação

Antunes Ferreira

Querem que vos conte uma estória? Se me disserem que não, estou-me marimbando pois vou contá-la – sem espinhas. Sem favor, têm de se ir habituando, porque foi assim que, entre lençóis, os meus pais me produziram sem licença industrial. Chamo-me Henrique Armando Antunes Ferreira e a origem deste onomástico resulta da agregação do nome dos meus falecidos pai e padrinho: Henrique Silva Ferreira e Armando Antunes (irmão da minha mãe, Glória). Portanto Henrique Armando Antunes Ferreira. Donde, o «nome de guerra»: Antunes Ferreira. Meia-volta, volver, em frente, marche! – berra os oficiais e sargentos para os soldados devidamente organizados; nesta estória, eu sou um pelotão com um puto só. Vigarice.


O Telefunken comprado na Alemanha

Andava eu entre os seis e os dez anos, frequentava a escola Mouzinho da Silveira (1) desde a primeira até à quarta classes, era considerado um bom aluno – mas tinha o meu «violino de Ingres»: adorava música, e, em especial, cantar. Sem falsos ou petulâncias, as pessoas diziam que eu tinha uma bela voz e um ouvido sensível; e eu concordava e quase aos 82 anos (comemoro-os a 20 de Setembro) continuo a concordar… Pois, logo aos sete anos, ouvia com redobrada atenção tudo o que tinha o timbre musical num radiotelefonia Telefunken que o meu progenitor tinha comprado na Alemanha Ocidental, quando ali se deslocara em serviço profissional, pago pela FNPT (Federação Nacional dos Produtores de Trigo) empresa corporativa onde ele trabalhava.




Alberto Ribeiro - brilhantina e bigode tira-linhas

Esse Telefunken teve par mim uma enorme influência. Era com ele que eu passava os meus tempos livres (que eram bastantes e bons…) a ouvir todas as espécies de cantigas e canções, das quais, não sei porquê, me caiu no goto: o «Marco do Correio» interpretada por um cantor chamado Alberto Ribeiro, que tinha atrás dele um ror de miúdas. Era um tipo bem alinhavado, todo brilhantina e bigode tira-linhas. Nos espectáculos ao vivo, usava um smoking branco e sapatos de verniz. Donde, a multidão de jovens que, mais do que o aplaudiam, o adoravam! [(Dizia o meu padrinho que o «devoravam»); a propósito do primeiro-sargento Armando Antunes, foi ele que me inoculou o sportinguismo!]

Nesta altura, é absolutamente necessário divulgar-vos que de tanto ouvir a deliciosa canção, até a memorizei. E com tinham surgido dúvidas, na antevéspera do Natal, que sempre se comemorava  n nossa casa, eu, todo aperaltado, blazer azul de malha tricotado pela minha mãe, empertigadíssimo, disparei: 


... de portinha ao centro...

«Marco do Correio / De portinha ao centro / Não sabes, eu creio / O que tens lá dentro / Quantas raivas e desejos / Mil respostas e perguntas / Quantas saudades e beijos / E quantas lágrimas juntas / Marco do correio / Deixa-me espreitar / Deixa que eu não leio / Nem vou divulgar / Vá lá, não fiques zangado / Deixa-me ver por favor / A carta que tens ao lado / A carta do meu amor…» Foi um sucesso! A família bateu palmas (excepto as «madamas» que estavam na cozinha a preparar o peru, as massas para as filhoses e a minha tia Lurdes (Que formidável doceira!) a juntar os ingredientes para fazer o bolo-rei.

Numa estória há que localizar onde acontece. Morávamos na rua Filipe da Mata (2), 122, 2º. Esqd. No Dtº. morava a família Pombo: o seu chefe era o tenente bacalhoeiro, imediato do lugre «Santa Maria». A sua esposa, donda Lucinda Adélia Melo Pombo e duas filhas, a Alice Maria Melo Pombo e a Genoveva «Veva» Melo Pombo. A Alice, dada a excelente vizinhança entre nós e eles, fora minha madrinha e eu, quando começara a tentar falar, chamei-lhe (por que bulas?) Cáquica. E assim ficou. Para a Cáquica eu era o suprassumo, o Menino Jesus ressonando nas palhinhas. Fazia-me tudo o que eu que eu queria, desde os passeios ao Campo Grande até às visitas ao Jardim Zoológico. Eu era, então, o «menino nas mãos da bruxa» (salvo seja, que de feiticeira, Cáquica era um zero…)

O nosso prédio tinha cave, rés-do-chão dois andares com esquerdo e direito,  no terceiro havia só um apartamento onde habitava o capitão de Engenharia, retirado, Francisco Figueiredo Albuquerque  de Gouveia Mascarenhas y Constâncio, tinha pinta de nobre de ascendência espanhola e de pertencer aos quadros da PIDE... Perante tais insinuações, ele ficava de boca calada e sorri melifluamente. Comentva-se pela rua que era a «maneira sacana» de responder «sim». Também corria à boca pequena: «Cuidado, muito cuidado, que ele é, pelo menos, informador, pois quando sai da casa é para  escutar o que dizemos. Portanto, nada de falatórios!



Um gira-discos com rádio...

Eu gozava as Férias de Verão, longuíssimas; o meu irmão Braz era um miúdo maroto, mas de feitio bom; era dois nos mais novo do que eu. Pregava partidas com piada, mas inocentes. Com ele não podia alargar o clube de fãs do «Marco do Correio». Por isso, quando o capitão Albuquerque (nome pelo qual era o nome mais conhecido), tocou a campainha da nossa casa, eu, que estava sozinho a abri, deparei com ele que me sorriu e me propôs: («Menino Rico, siei que gosta de música e até de cantar. Por isso, venho convidá-lo a subir ao meu apartamento, pois tenho lá uma grande colecção de discos e o gira-discos-com-rádio, a fim de poder escolher e ouvir os seus preferidos. E como sei da sua predisposição pelo «Marco do Correio» tenho-o interpretado pelo Alberto Ribeiro que autografou a capa do disco, pois somos amigos.)

Convite aceite subimos ao apartamento do oficial e logo ele pôs o gira-discos a tocar o «Marco do Correio»; mas, eis senão quando eu senti que o Albuquerque tentava meter a mão dele na minha braguilha. Dei um salto e (porque aprenda na escola tudo no calão e nas asneiras pornográficas) gritei-lhe: «Ó seu cabrão, julga que isto é o-da-joana! Não me abuse! Vou contar em todo o prédio esta tentativa de merda!!!» Ele tentou ameaçar-me, dizendo que me metia numa grande alhada e que tomasse cuidado, pois ele era da PIDE!



Hospital de São José onde trabalha a Drª. Frederica 

Já nem o ouvia quando desci a quatro e quatro degraus, emocionadíssimo, com lágrimas a correrem-me pelas faces, vermelho como um pimentão, enfim, totalmente fod… ups, lixado! Parei à porta dos vizinhos de baixo (ele, o major Luís Rebelo Cartaxo, a esposa, médica generalista no Hospital de São José, de seu nome Frederica Lúcia da Costa Cartaxo e o filho, Aníbal João da Costa Cartaxo, estudante universitário de energia eólica) em casados quais tinha deixado, por uma tarde, o meu irmão Braz e toquei na campainha. Quem me atendeu foi a Drª. Frederica, que, ao ver-me naquele estado me mandou entrar, sentar-me num sofá, tentar descontrair-me e depois foi buscar-me um copo de água bem gelada, tirada do frigorifico, e trazia na mão uma embalagem individual com uma cápsula.

A custo sosseguei-me e a doutora, vendo-me, mais ou menos acalmado, perguntou-me qual seria o motivo da excitação que me trouxera à casa dela e dos seus familiares. Contei-lhe tintim-por-tintim o que se passara no aparamento do Albuquerque, inclusive o teor da minha resposta. A doutora Frederica abri os olhos e a boca, tal foi o espanto sobre o que eu acabara de contar. Porém, acrescentou: «Já me tinham chegado «coisas» de que ele recebia, com alguma frequência, diversos sujeitos e que, por isso devia ser «invertido»; agora «pedófilo» para mim é um espanto!!!

E continuou: «O meu marido está colocado no Quartel-Geral da Sub-região de Lisboa; vou relatar-lhe a tua odisseia para que ele possa tomar as diligências necessárias e URGENTES a fim de ser levantado um auto de corpo-de-delito contra o capitão que, embora esteja na reserva, continua a ser militar!» Deixei o Braz (que dormia a sua sesta) com ela e preparei-me par começar a minha via sacra, que seria dar conhecimento da sacanice a todo o prédio, tal como afirmara ao delinquente. Esperei na nossa casa pelos meus pais que, quase pela primeira vez, me chatearam: «Nós te tínhamos ordenado para não sair de casa ou da escola com estranhos!  Etc., etc.» Nos outros vizinhos, as tónicas eram a indignação, o nojo e   revolta. O senhor Renato, reformado dum ministério chegou a sugerir um enxurro de porrada ao filho da puta!

 

Bem vestido mas... sem cabeça

Passaram-se dois das, e, do Albuquerque népia.  O sôr Alfredo, que era o nosso porteiro não o tinha visto sair. Estaria doente no apartamento? Mais 24 horas, o relógio de cuco fez cucu-cucu, e o porteiro, que já tocara à campainha e batera energicamente na porta, decidiu chamar um guarda da PSP para que esse testemunhasse que iriam arrombar a maldita porta. E quando entraram de supetão (o polícia, o Alfredo e o Renato) estacaram perante um quadro horripilante: o capitão Francisco Figueiredo Albuquerque de Gouveia Mascarenhas y Constâncio, bem vestido e barbeado, estava sentado, mas… SEM CABEÇA!!!!!!!!! Esta encontrava-se no chão, o meio de uma larga poça de sangue já seco, cheio de vermes e de moscas! Só enão repararam que na parede em frente do cadáver, (já em decomposição, e daí o cheiro nauseabundo que empestava a sala) estava colado um papel A4 onde, a caneta de ponta de feltro gorda, se podia ler: ASSIM MORREM OS TRAIDORES!!!!

O agente da PSP, face à horrível cena, afirmou: «Isto agora já não é comigo, é com a judite. Vou-me embora, mas antes telefonarei para a Pêjota.» Como no prédio havia pucos telefones e o senhor Renato tinha um, foi da casa dele e o tipo da PSP relatou à Judiciária a ocorrência, após o que saiu a assobiar o «Marco do Correio». Eu fui para a cama, no dia seguinte tinha escola. O que se passo, contou-me o sôr Alfredo, enquanto me acompanhava é à Mouzinho da Silveira (1). Umas boas horas depois do telefonema apareceram dois cidadãos eu se identificaram como agentes da Polícia Judiciária, a quem competia (e continua a competir) a averiguação de crimes e mais outras delinquências.

Apresentaram-se: Horácio Fagundes, inspector e António Ramalho, subinspector, antigo sargento de Cavalaria.  O busílis da questão era encontrar os «visitantes» do degolado. Bem procuraram e por todo o apartamento e nada encontravam. Aí entrou na cena o Ramalho: «Como podem ver está ali ao canto, um cofre antigo; pode ser que lá encontremos alguma coisa…» O Horácio Fagundes retorquiu: «Pois, a merda é abri-lo.» De novo o subinspector: «Já lá vão uns anos prendi um tal Manel da Mana, (especialista em cofres). Se o gajo ainda está vivo, pode ser que com uns €€€…»


«Tenho encontrado pior...»

Chamou-se o homem que estava vivíssimo-da-costa – que veio. Trazia uma maleta metálica, onde, certamente guardava as suas ferramentas. O cenário mereceu-lhe um abanar de cabeça negativo «Que negócio! Tenho visto muitas porras, mas, como esta, é a primeira!» Perante o desditoso cofre comentou «Tenho encontrado pior, mas este não é mau; preciso de ficar sozinho para não me distraírem, desculpem-me.»

Três horas depois abriu a porta onde se encontrava o cofre já de porta aberta. «Não foi fácil, nem difícil, é todo vosso!» «Quanto nos custou a sua intervenção miraculosa?» «Pilim, nenhum, mas um uísque simples só com duas padras de gelo caía bem» o «malandro» não gastara tanto na abertura do cofre, também dera uma volta por parte da casa a farejar o que daria de encontrar, e que, futuramente, talvez pudesse «levar». Descobrira uma garrafa de Black Bushmills recém encetada e estava tudo dito. Mas não estava. Bebido e feito.

O recheio do cofre revelou-se a caverna do Ali Babá. No meio de papéis bem arrumados, o Fagundes gritou «Eureca!!» Estava um caderninho de capa preta onde, no seu interior, o ex-capitão organizara três colunas: NOME, MORADAS e CIFRÕES. Estava ali tudo o necessário. Horácio Fagundes, secundado pelo experiente António Ramalho andou a convocar, nome atrás de nome os que constavam do caderninho. Atingiam o desespero, quando chegou, finalmente um advogado, o dr. Martins Henriques, que lhes conta dum «parceiro» chamado Óscar Viana, confesso apaixonado pelo capitão.

Óscar era um do poucos que já fora ouvido, mas apresentara um álibi esfarrapado. De novo presente ante os investigadores, foi-se abaixo: «Sim, fui eu quem o degolou… foi uma traição que ele me fez, amantizando-se com outro, um pasteleiro, vejam só, pasteleiro, pasteleiro, o que o Jorge Costa é, mas é mesmo, um paneleiro. Ir para a cama com um sujeitinho sujo não se faz a um apaixonado, como eu. Levei uma foice bem afiada e deu-me um gozo quando tive de mudar a roupa, pois a primeira estava ensopada de sangue.  E só para terminar este depoimento, não me arrependo do que fiz! Agora, estou, finalmente, feliz.»    

O prometido é devido; o sôr Alfredo foi-me pondo ao corrente de tudo o que se passava. E eu, com dez anos, perguntava-me o que teria a ver una canção como o «Marco do Correio» e uma degolação. Mas tinha. A vida tem cada una, que cada duas são um par...                                                                                                                       

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(1)          José Xavier Mouzinho da Silveira foi um estadista, jurisconsulto e político português e uma das personalidades maiores da revolução liberal, operando, com a sua obra de legislador, algumas das mais profundas modificações institucionais nas áreas da fiscalidade e da justiça. Preso durante a Abrilada, tornou-se intransigente defensor da Carta Constitucional pelo que teve de se exilar em 1828. Regressou ao Parlamento em 1834 para defender a sua obra legislativa, mas exilou-se de novo em 1836. Retirou-se da vida política durante os seus últimos dez anos de vida.       

(2)        Luís Filipe da Mata foi um político republicano, vereador da primeira Câmara Municipal de Lisboa republicana (1908) e deputado e senador no Congresso da República. Também era membro da Maçonaria.

 

2023-08-10

 



Eu matei um branco...

 

*Quando no musseque acontece a maka

 

Antunes Ferreira

Acabei de publicar o post que se segue:

Em Luanda, nos tempos do antigamente, ou seja, no regime colonial (que o salazarismo rotulara de “ultramarino” …) os musseques envolviam a capital, mas dela fazendo parte, tal como os afilhados paupérrimos dependem dos padrinhos riquíssimos. Nesses bairros habitavam maioritariamente pretos (como então se dizia, hoje politicamente correcto negros) quantos (minoritários) brancos moravam lá, especialmente uns poucos donos de comércios gerais, desde a caixa de fósforos até à fuba de yuca (mandioca em dialecto angolano) cuja farinha é utilizada para preparar o funje (massa parecida com a cola de sapateiro, salvo seja…)?

 

Sambizanga um musseque problemático

Era no Sambizanga, que já lá iam uns bons onze ou doze anos (estava-se em 1978, em plena guerra no mato), que o Adão Ngunza, com a ajuda de uns amigos, contruíra a sua casa-de-pau-a-pique, onde vivia com a sua mulher Miquelina – mas, infelizmente, sem filhos. Mas, mesmo assim, davam-se perfeitamente bem. Ele era estucador e com o surto da construção que acontecia em Luanda, não lhe faltava trabalho, enquanto ela era lavadeira de roupa de brancos, médios e ou ricos e até de alguns pretos enriquecidos sabe Deus como… 

 

Quase todas as estórias começam com o tradicional «Era uma vez» e esta não podia passar por tal bordão apenas localizava-la no musseque já referido. Seja-me, agora, o momento asado, para apresentar outra das personagens que têm lugar proeminente no desenrolar do estranhíssimo evento; trata-se do comerciante português Manel Videirinho, 56 anos, viúvo, natural de  

Freixo de espada à cinta; uma vila (melhor dizendo; um município);  onde os homens que não trabalham nas leiras próprias ou nos dos vizinhos; os «patrões», na farmácia «Boa Saúde» do senhor Simplício, que não era farmacêutico, mas desenrascava-se, até dava umas injecções porreiraças, com o ajudante a afiar a agulha numa correia de sapateiro; mas nunca houvera sequer uma inflamação; muito menos uma infecção.  


Brasão de armas do Corpo de 

Intervenção da PSP de Angola

Havia alguns casos problemáticos, e para tentar manter a ordem, se tivesse havido maka, ou prender um qualquer bandido acusado de eventual crime grave, a PSP de Angola só entrava neles em grupo e fortemente armados com automáticas; no que concerne os militares iam de jeep até às bordas dos musseques, seguindo depois a pé armados de G3 em busca de desertores ou de outros crimes militares alegadamente graves. Uma rotina que se repetia quase diariamente. Os moradores olhavam; suspeitosos, tais movimentos das autoridades. Na sua totalidade não compreendiam o porquê que uma ou duas ou mesmo   quantos se contam pelos dedos duma mão levavam ao que consideravam excessos autoritários.

 

Aqui, para que se entenda o intento desta estória, entro eu no palco e vou elucidar por que o faço; tinha desembarcado do navio «Uíge» No porto de Luanda e fora-me apresentar ao comandante da CCS-QG, unidade onde fora colocado, e recebido pelo comandante, capitão do quadro permanente Ricardo Torres Rosa Ornelas. Este esclareceu-me tudo o que eram as minhas funções na unidade e, dados os meus conhecimentos em matérias jurídicas colocou-me (aliás como acontecera no RI1, na Amadora) no «gabinete de Justiça e Abonos de Família». Pedi-lhe autorização para dar uma volta pela Companhia, para me ambientar, ao que ele prontamente acedeu.

Coluna militar em Nambuangongo 
 

Acompanhado pelo oficial de dia (que em meu entender, devia ser oficial de noite…) visitámos as casernas, muito pouco agradáveis, os quartos pra os oficiais, suficiente e para os sargentos, mais ou menos médios, as cozinhas, as instalações sanitárias e o quarto (se assim se pode chamar) para o oficial de dia e para o oficial de prevenção. E o alferes miliciano, Justino Manuel da Rocha Silva, comentou para mim: «E tens muita sorte, podias ir parar no mato; eu, antes de vir par cá estive onze meses entre Zala e Nambuangongo! Foda-se! Está tudo terminado; como diria um guia duma agência de turismo: «Demos uma visita guiada pela Companhia de Comando e Serviços do Quartel-General de Angola…».

 

Vai daí, perguntei-lhe: «É tudo? Não há prisão?» Justino arregalou os olhos, decerto nunca lhe haviam posto tal pergunta; e meio encabulado: «Temos uma enxovia e só com um preso… creio que não queiras visitá-lo?» No entanto, eu queria, e lá fomos. Era um antro escalavrado, de uma única frincha gravada de barras metálicas enxofradas, no meio de paredes escuras ponteadas de grafites estranhas, a preto, com um chão tão sujo como os muros. E no meio daquela merda estava acocorado no chão, um preto vestindo apenas uns calções (que deveriam ter sido cor de cáqui, mas agora semelhavam trapos de limpar qualquer coisa) Ao ver-nos, levantou-se, devia ter mais dum metro e noventa, sujíssimo, um cabelo e umas barbas patriarcais, e sem dizer palavra fez uma continência certa.

 

Estou preso porque matei um branco...

Ignorando o Justino, perguntei-lhe: «Como te chamas? Qual é a tua unidade? Há quanto tempo estás qui? E por que motivo estás preso?» Respondeu-me de imediato: «Estou preso porque eu matei um branco. A minha unidade era o RIL. Chamo-me Adão Ngunza e estou aqui pra cima de treze meses. O meu tenente quer saber mais alguma maka?» Apenas lhe respondi que ia analisar o caso e iria dar-lhe conhecimento do que se estaria a passar. Porém, ordenei-lhe que saísse dali, fosse tomar muitos banhos, cortar o cabelo e a barba, fosse ao depósito da Intendência, buscar pares de roupa interior, fardas, cinturões, botas e boinas, e só depois de apresentável se apresentaria no meu Gabinete.

 

O Justino, espantadíssimo foi a passo de corrida ao gabinete do capitão Rosa Ornelas com quem esteve reunido mais de uma hora. Entrementes, um novo Ngunza aparecia-me junto à porta do meu estaminé, bateu-me a continência e perguntou: «Meu tenente, apresenta-se o soldado 20789/75, Adão Ngunza. Posso entrar?» Mirei-o de alto a baixo – impecável. Mal podia acreditar. «Podes, sim, faz o favor de entrar.» Assim o fez, mantendo-se num hirto sentido ao que lhe disse «Podes estar à vontade; para já ficas ao serviço, como ordenança, deste gabinete. Quero-te aqui todos os dias da semana, menos aos domingos, às sete horas da manhã que é mais fresquinho. É o que eu faço. Agora, deves ter muitas coisas a tratar, por exemplo com a tua mulher, pois não tens filhos. Vai para o Sambizanga e até amanhã.»

 

«Sem escolta, meu tenente?» «Não te vais pirar, portanto, segue sozinho; como já te disse, até amanhã.» Mal o Ngunza fez meia-volta entrou-me, afobado, o Justino: «O nosso comandante quer falar contigo e já!» Fingi arrumar uns papeis que havia na minha secretária e disse-lhe: «Mas que puta de pressa! Se a mãe dele esperou nove meses para o por no Mundo, bem pode o nosso capitão esperar por mim uns momentos, enquanto eu arrumo esta papelada.» Justino, embasbacado, sem palavras, engoliu em seco: «Tu é que sabes as linhas com que te coses…» e saiu. Tirei-me dos meus cuidados e lá fui ao meu destino.

 

Bati à porta do gabinete do comandante e de dentro veio uma voz autoritária: «Entre!» Entrei e quase me fugiu a língua para lhe atirar «um faz favor caía bem…», mas contive-me. O capitão Rosa Ornelas a quem fiz a continência e me mantive em sentido, não me disse o tradicional «À vontade.» Entrou logo a matar: «Então o tenente Rocha Fernandes, acabado de chegar da metrópole, instala-se aqui, e sem mais nem menos, começa logo a dar ordens sem o meu prévio conhecimento. Mas que raio de oficial da Polícia Judiciária Militar, com responsabilidades a dobrar, julga que pode fazer?»


Se Maomé  não vai à montanha..

Comecei a explicar-lhe o acontecido e, seguindo as minhas palavras, só então me convidou a sentar-me num dos sofás que ali tinha. Quando terminei, «E agora, Rocha Fernandes, qual vai ser a sua próxima diligência? E, entretanto, toma um uísque comigo? Com gelo, sem ou com água com soda?» Parecia-me, com o uísque com soda, que estava enterrado o machado de guerra dos Sioux. E afirmei-lhe, convictamente, que iria reabrir o auto de corpo de delito. «Aí é que está o engulho, o processo parece ter-se perdido…» Retorqui-lhe que se Maomé não vai à montanha…, ao que, se bem entendi, o Rosa Ornelas não percebeu. «Vou ao Tribunal Militar, julgo que ao II, que é mesmo aqui ao lado, tenho lá um amigo de Vila Nova da Cerveira e tento, com a ajuda dele, pescar alguma merda.»

 

«Pois, ó Jacinto, dê cá um abraço, isto foi um mal-entendido, e desejo-lhe a maior sorte do Mundo! E, se faz favor, vá dando-me conta do que acontecer.» Estava lançada a primeira pedra dum edifício. Que se viria a revelar extremamente complicado. Mas no II Tribunal Militar de Luanda, por artes de berliques e berloques e com o auxílio do furriel miliciano Manel Caracol, (um alentejano de Beja) consegui descobrir o malvado do processo «esquecido» no fundo duma gaveta. Por ele pude aperceber-me do que realmente se passara, o qué, aliás, confirmei com as declarações do Ngunza a quem fiz as perguntas a que me respondeu exactamente com os termos do processo.

 

De acordo com o prometido (e o prometido é devido) relatei tudo ao Rosa Ornelas, que não se cansava de me felicitar. E fora assim: «No Sambizanga, o comerciante Manel Videirinho andava a galar a Miquelina, a mulher do Adão Ngunza. Ela dava-lhe com os pés. Contudo, numa tarde de Verão, um mormaço, aproveitando que o Adão estava de serviço no RIL, Videirinho entrou pela casa-d-pau-a-pique e quis-se pôr em cima da Miquelina. Mas, ó sorte bastarda, o Ngunza saíra mais cedo e deu com a cena. O comerciante, apanhado com as calças em baixo, ainda quis revidar, mas o soldado agarrou num banco de pau e deu-lho na cachimónia. O gajo caiu logo, morto, jorrando sangue e miolos. O Adão foi entregar-se na unidade mais próxima, a CCS/QG!» O resto estava tudo dito e escrito.

 

Gabriela e Nacib na telenovela «Gabriela, 

Cravo e Canela». Os deputados da Assembleia 

da República interrompiam os trabalhos 

para assistir a ela...

Resumindo e concluindo: o Adão Ngunza foi a julgamento e dadas as circunstâncias, foi absolvido. Tem hoje um rancho de filhos: duas meninas e três rapagões. Fui padrinho deles todos. Resolvi ficar em Luanda e concorri a um lugar no novíssimo supermercado de Luanda, o Jumbo (Pão de Açúcar), da propriedade da SUPA (Super Mercados de Angola) do português Valentim dos Santos Diniz, radicado há muitos anos no Brasil. Continuo solteiro, mas tenho um «arranjinho» com uma mulata que, como dizia o saudoso Garrincha «a cara faz parar o tráfego!», chama-se ela Gabriela, mas não é a do Jorge Amado, nem tem cravo e canela.

 

 

                                                                                                              

2023-08-06



 Um feito inimaginável

*Do Futebol Feminino ao Papa Francisco

Antunes Ferreira

A prestação que a Selecção Nacional Feminina vem prestando no Campeonato Mundial 20/23 que decorre numa realização conjunta da Austrália e daa Nova Zelândia, enchem-nos de orgulho e de simpatia porque as comandadas por Francisco Mendes, pelo valor (por alguns posto em dúvida) pelo valor demonstrado no jogos treino que as levaram ao objectivo. O texto que agora se segue é todo baseado no que naqueles dois países aconteceu. Só não conservo na memória os nomes das cidades e dos estádios do que peço desculpa... Thanks

 

Começo este artigo por dar uma informação que, aliás bifurcada em duas vertentes: a) o Futebol Feminino e b) o Papa Francisco e a sua vinda a Portugal par presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Da primeira (cuja constituição enumeramos): 

Aí suas valentes!!!


Inês Ferreira (G. Red), Ana Seiça, Carole Costa, Diana Gomes, Joana Marchão, Andreia Norton, Jessica Silva, Telma Encarada, Ana Capeta, Dolores Jacinto e Sílvia Rebelo) escreveremos tudo o que é possível, vendo em directo no ecrã da televisão acompanhado da Raquel, a minha mulher (que percebe à brava de futebol, ensinada pelos nossos três filhos quando eram putos) a transmissão da Sport TV. Isto leva-me a crer que (senão) a maioria dos lusos fez exactamente a mesma coisa… E bem mereceram – e merecem! – as moças que jogam futebol num campeonato cujas equipas (com seniores e juniores) são poucas, apenas 12.

 

E São elas: ALBERGARIA DAMAIENSE MARÍTIMO OURIENSE FAMALICÃO RACING-SEIXAL SL-BENFICA SC-BRAGA   SPORTING-CP   VALADARES e VILAVERDENSE. Num país de machistas, alguém diria que «ainda assim, são muitas...» Mas há sempre excepções, felizmente, «deixá-los-falá-los-q’eles-calarão-se-ão» diz o Povo na sua maldosa sabedoria, e diz bem. Se alguma coisa merece a nossa atenção pelo insólito é a existência de clubes que dão pelo nome de ALBERGARIA DAMAIENSE OURIENSE RACIG-SEIXAL e VALADARES. Há bastantes clubes de futebol feminino, mas eles só têm juniores ou são escolinhas de futebol feminino. Para terminar, há finalmente, equipas mistas.

 

A viagem à Austrália saudou-se por uma desilusão pois a nossa equipa foi afastada da competição pela Alemanha (1 – 3) e empatou com os EUA (0 -0), mas igualmente com uma grande satisfação! Ma, em que ficamos quanto à satisfação? Primo — Por estarmos pela primeira vez no Mundial. e Secundo - Pela alegria que elas deram aos telespectadores portugueses. Vistas as coisas, apenas isto já bastava par ir ao outro lado do Mundo. Acredito que a concentração enorme as deve ter mantido em clausura, como freiras da Ordem das Cartuxas. Mas certamente tiveram as suas pausas para descansar física e psicologicamente. 

Dois filhotes de ornitorrinco


Talvez tenham visto um canguru, mas de certeza não lobrigaram um ornitorrinco, uma ema, um coate, um wombate, um dingo um diabo da Tasmânia, uma esquidna, uma quoakka, Enfim, vidas.

 

Porém voltemos para trás, ou seja, de regresso a Lisboa. À chegada ao aeroporto Humberto Delgado, a comitiva portuguesa tinha uma pequena multidão, especialmente constituída por familiares que as transportaram e ao Francisco Mendes às respectivas moradas. Foram muito felicitadas e honrosas por terem sido as primeiras portuguesas a entrar num Campeonato do Mundo. Combinaram, para daí a uma semana (se estivessem de acordo quanto a datas) realizar um lauto jantar no qual também participariam, caso lhes fosse possível, os familiares, pais e irmãs/ãos. Foi com imensa alegria que acolheram a proposta.

 

Mas no meio da euforia, o Francisco Mendes retira-se, pensativo. Tinha um problema de consciência que guardava só para si: apaixonara-se pela Jéssica Silva (a versão feminina, salvo as devidas proporções do Cristiano Ronaldo). Mas como seleccionador/treinador, obviamente não podia declarar-se. Portanto, optou por afastar-se do nosso país. Consultou o seu agente desportivo, o superagente Jorge Mendes, criador e proprietário da Gestifute, que tratou das coisas para ir como treinador-adjunto no Chelsea. E assim aconteceu. O Chelsea é um dos maiores clubs de Inglaterra e tem a sua sede em Londres. É um dos três maiores clubs do Mundo e tem mais de cem nos. Venceu tudo o que há para ganhar!

 

Francisco Mendes - o seleccionador/treinador


Pesem embora as saudades de Portugal, de Lisboa e da Jéssica, Francisco Mendes resignou-se. Arranjou um apartamento com kitchenette, e se tinha muito trabalho com a selecção, muto mais encontrou no Chelsea Footbal Club, o que não o admirava dada a dimensão e a responsabilidade nacional e sobretudo internacional do clube.

 

Mesmo assim fez as visitas obrigatórias: The Tower of London (A Torre de Londres) na qual avulta o Big Ben (o Grade Relógio ) The Buckingham Palace (O Palácio Real) e o London Eye (O Olho de Londres) também conhecido por Millennium Weel (Roda gigante do Milénio) e The London Eye (Olho de Londres). Muito mais haveria para ver. Se quisermos ser exaustivos leia-se o que se segue:

 

A Torre de Londres com  famoso Big Ben

 Londres (em inglês: London, (AFI) é a Capital da Inglaterra e do Reino Unido (UK). Por dois milénios, foi um grande povoado e sua história remonta à sua fundação pelos romanos, quando foi nomeada Londínio. É o centro de Londres, a antiga City of London, também conhecida como The Square Mile (A Milha Quadrada) ou The City, mantém suas fronteiras medievais. Pelo menos desde o século XIX, o nome Londres se refere à metrópole desenvolvida em torno desse núcleo. Hoje, a maior parte dessa conurbação constitui a região da Grande Londres, cuja área administrativa tem o seu próprio Mayor (Presidente da Câmara eleito) e uma Assembleia (Também escrutinada). A cidade abriga a sede da Comunidade das Nações. 

É uma importante cidade real ao lado de Nova Iorque, Tóquio e Paris) e é um dos maiores, mais importantes e influentes centros financeiros do Mundo. O centro de Londres abriga a sede de mais da metade das 100 melhores companhias do Reino Unido (o índice FTSE 100) e mais de 100 das maiores 500 maiores da Europa. Londres possui forte influência na política, finanças, educação, entretenimento, média e cultura em geral, entre as melhores empresas do Rino Unido (o índice FTSE 100) e mais de 100 das 500 maiores da Europa. Londres possui forte   influência influência na política, finanças, entretenimento, média, e cultura em geral, o que contribui para a sua posição global. É um importante destino turístico para visitantes naturais e estrangeiros. Londres foi, ainda, sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1908, 1948 e 2012.


Heathrow, o Aeroporto de Londres é grandioso


 

A capital do UK tem uma gama diversa de povos, culturas e religiões e mais de 300 idiomas são falados no seu território. Em Julho de 2007, a população oficial era de 7 556 900 habitantes dentro dos limites de Londres. A sua área urbana (a segunda maior da UE) tem uma população de 8 278 251 habitantes, enquanto a região metropolitana (a maior da UE) tem uma população total (rural e urbana) estimada entre 12 milhões e 14 milhões de habitantes. O Metro da capital, administrado pela Transport for London é a mais extensa rede ferroviária subterrânea do Mundo; o Aeroporto de Londres - o Heathrow é o aeroporto mais movimentado do Mundo em número de passageiros internacionais do Mundo e o espaço aéreo da cidade é o mais movimentado do que qualquer outro centro urbano desse mesmo Mundo.

 

A urbe possui quatro Patrimónios Mundiais: a Torre de Londres; os Jardins Botânicos de Kew; o local que compreende o Palácio de Westminster, a Abadia de Westminster  e a Igreja de Santa Margarida; e o local histórico de Greenwich (onde o Observatório Real de Greenwich marca o meridiano primário 0º longitude e GMT). Outros marcos famosos incluem o  Palácio de Buckingham, a London Eye, PiccadilIy Circus, a Catedral de São Paulo, a Tower Bridge, a Trafalgar Square e o The Shard. Londres é a sede de inúmeros museus, galerias, bibliotecas e outras instituições culturais, como o Museu Britânico, a National Gallery, Tate Modern e a Biblioteca Britânica. O Metro de Londres é a mais antiga rede ferroviária subterrânea do Mundo.


O Papa Francisco no papamóvel mal se vê 

no meio duma multidão eufórica!!!


 

É tempo de voltar à visita do Papa Francisco. Perguntar-se-ão porquê? Pois muito simplesmente, para presidir à Jornada Mundiais para a Juventude (JMJ) uma obra que se realiza de dois em dos anos A Jornada Mundial da Juventude (também conhecida como JMJ ou originalmente em italiano Giornata Mondiale della Gioventù ou GMG) é um evento religioso instituído pelo Papa João Paulo II em 20 de Dezembro de 1985, que reúne milhões de católicos de todo o mundo, sobretudo jovens. Com duração de cerca de uma semana, promove eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens.

 

Reúne milhares de jovens para celebrar e aprender sobre a fé católica, para conhecer melhor a doutrina católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas, além de compartilhar entre si a vivência da espiritualidade. Inspirado por grandes encontros de jovens do Mundo em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos em Roma, dos anos de 1984 e 1985, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento anual (que passou depois a ser com intervalos de dois ou três anos) com o objectivo de alcançar novas gerações de católicos, propagando assim os ensinamentos da Igreja.



O altar-mor no Parque Tejo 


O evento é realizado numa cidade escolhida pelo Papa. Desta feita foi a nossa Lisboa. Entre as inúmeras obras realizadas (e caríssimas) avulta o altar-mor no Parque Tejo.  Nos anos intermediários, a Jornada é vivida localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do Mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema, retirado de um versículo bíblico. Assim, cada Jornada possui um hino baseado no tema, patronos, intercessores e um logotipo. Durante a JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows, tudo em diversas línguas.

 

Seul, a capital da Coreia do Sul, será a próxima cidade a receber a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2027.O anúncio foi feito pelo Papa Francisco, no final da missa de encerramento, que se realizou esta manhã de Domingo, 6 de Agosto, no Parque Tejo, em Lisboa

Seul, a capital da Coreia do Sul terá a JMJ em 2027

«A próxima Jornada vai ser na Coreia do Sul, em Seul», afirmou o Papa, dizendo que será em 2027.O Sumo Pontífice convidou ainda os jovens a estarem presentes em Roma em 2025 e para o jubileu da Juventude. Anúncios feitos na cerimónia final desta JMJ e que contou com, segundo o Vaticano, um milhão e meio de pessoas.