PASSO A PASSO

2016-07-15






Antunes Ferreira


C
laro que é impossível pôr um polícia, um gendarme ou um soldado atrás de cada cidadão. Poderá dizer-se que as armas oficiais são um elemento de dissuasão, o que efectivamente é verdade, mas em muitos casos não chega. Depois da brutalidade criminosa que se passou em Nice, mais precisamente na Promenade des Anglais, e que saldou (até à data em que escrevo este texto) por mais de oitenta mortos e duzentos feridos, cinquenta em estado grave a França, naturalmente, vive em estado de choque.

A França é forte...




A
 intervenção do Presidente François Hollande foi uma tentativa de aliviar a tensão em que se encontram os seus compatriotas  e não só. Mas, infelizmente não trouxe na verdade nada de novo; de resto, que se esperaria mais? O prolongamento do estado de emergência por mais três meses e o reforço dos elementos de segurança, e a continuação do país através da Força Aérea no combate ao Daesh no Iraque e na Síria. Apenas um pormenor se destaca entre estas medidas: a convocação de cidadãos antigos militares para participar nessa enorme tentativa de assegurar a segurança. Caso semelhante só é possível encontrar aquando das guerras mundiais.


O
ra, esta mortandade horrível aconteceu quando vigorava o estado de emergência e quando os serviços de segurança estavam na rua preparados para possíveis ataques terroristas como os que se verificaram no Charlie Hedbo, no ataque ao supermercado judeu e na carnificina do Bataclan. Sendo assim, o apelo à calma e à serenidade de Hollande é muito importante, mas não impede que permaneça, aliás justificadamente, o medo dos cidadãos que se perguntam quando será que um novo ataque terrorista se verificará? Ao fim de três dias o auto-denominado "Estado Islâmico" através das redes sociais reivindicou a autoria do mortífero,  chamando a Mohamed Lahouaiej Bouhlel um "soldado". Pode assim dizer-se que fazem o mal e a caramunha!


D
esde a eliminação maciça dos judeus, ciganos, membros das oposições e mais, que o Holocausto tem sido exemplo do que o homem pode fazer no domínio do crime organizado. Auschwitz era o nome alemão dado a Oswiecim, localidade na Baixa Polónia invadida pelos nazis. No campo que teve o seu nome, terão sido gazeados e cremados mais de um milhão e seiscentos mil prisioneiros, em especial judeus. Era a solução final como Hitler tinha determinado.


O trabalho traz a felicidade...




A
o longo de setenta e cinco anos tem vindo a ser classificado como o maior crime cometido pelos homens. Tive a oportunidade de visitar o campo de concentração e de extermínio. E no local senti-me revoltado, asfixiado, quase desmaiei, as lágrimas chegaram-me aos olhos e compreendi o horror que o arame farpado, as minas, as salas de gazeamentos, os crematórios representavam em confronto com a liberdade. Ironicamente no portão do diabo estava escrito ARBEIT MACHT FREI, ou seja, O TRABALHO TRAZ A LIBERDADE..



J
ulguei que a hecatombe criminosa e a loucura que a acompanhava não podiam ter coisa semelhante. Mas, teve, infelizmente teve, como se viu no massacre de Srebenica, no cerco de Sarajevo, nos bombardeamentos, nos fuzilamentos e nos novos campos de concentração as atrocidades cometidas durante a guerra civil na antiga Jugoslávia já nos nossos tempos. Tal como o Kosovo as lutas eram raciais, mas, ironia macabra, também fraternais.


O desnorte das pessoas




E
m Nice, face a momentos hediondos como este, que o desnorte das pessoas é mais evidente. Já se sabe quem foi o assassino, já se sabem as nacionalidades de muitos dos mortos e dos feridos, incluindo que entre estes últimos há um Português. Perdoem-me a afirmação: este último pormenor pode ser considerado peanuts, quando comparado com a dimensão da tragédia. Com isto não quero dizer que a preocupação com a vida de compatriota é de somenos importância; nada disso. O contrário seria renegar a Pátria que vinha de uma vitória precisamente contra a França no Europeu 2016. O que é que se diga que um não tem nada a ver com outro. Infelizmente as coisas coincidiram, nada mais.
  

Entretanto dou por mim a inquirir-me por que bulas perante os ataques terroristas a (des)União Europeia declara estar aterrorizada, mas não faz nada. Não foi para isto que Jean Monet e Robert Schumann criaram os fundamentos do Comecon, da CE, depois, CEE e finalmente (des)União Europeia. A realidade é bem diferente: a Europa, continente velho, está amarrada e amordaçada, perante o poder de uma Alemanha que no tempo de Hitler e da sua Wehrmacht falhou a conquista da Europa e hoje ajoelha perante Frau Angela Merkel e Her Wolfgang Schäuble que o conseguiram através das finanças e da economia o que significa o poder do dinheiro. Curiosamente a mesma Alemanha não foi vítima de qualquer ataque; porque será que isso acontece?



A
lém disso pergunto-me uma outra vez que é feito da (des)União Europeia em matéria absolutamente necessária de defesa em ocorrências como esta? Trocas de informações entre os países que ainda estão integrados nela? Forças policiais e militares conjuntas, o que quer dizer europeias? A realidade é que os países europeus, sejam ou não participantes na (des)EU, estão impotentes contra estes morticínios horrendos. 


Marcelo deu condolências




R
estam as condolências e as declarações de solidariedade dos políticos. Até agora na Europa há que registar (e porque oriundos da nossa casa) Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa; Papa Francisco, Theresa May, nova primeira-ministra do Reino (des)Unido, Mariano Rajoy, Charles Michel, primeiro-ministro da Bélgica, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu e outros. Fora da Europa, Barak Obama, presidente dos EUA, Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, Michel Temer, presidente em exercício do Brasil, Juan Carlos Varela, presidente do Panamá etc.


N
o entanto, todas estas declarações não passam disso mesmo – declarações de intenção. Representam, é certo, o pesar e a solidariedade de quem está de fora. Acontece, porém, que no caso vertente não são de todo pieguice ou esmola, que pode servir de alguma consolação para a França, mas não restitui a vida aos mortos nem a saúde aos feridos.

___________________

Texto actualizado




Também publicado no “Sorumbático” e no” A Zorra da Boavista”
 

32 comentários:

  1. Amigo Henrique,
    Foi com pesar que li e vi as notícias sobre mais este atroz atentado terrorista. Acto isolado?
    Gostei sobremaneira da agilidade da sua escrita, do à-vontade com que cruza os tempos e os factos semelhantes no terror e no poder.
    A sua ironia é sublime.
    As intenções contam mas é verdade que não restituem a vida.
    Porém, houve uma voz que foi para além das condolências, pelo menos assim a reconheci (Costa) quando focou a questão na preocupação com a vida das pessoas e a solidariedade, relegando para segundo plano o poder do $. Neste momento, apareceu-me uma janela do Público a informar que o atentado em Nice foi reivindicado pelo Estado Islâmico, mas acho estranho ter sido tão tarde...
    Obrigada pela sua mordacidade.
    Beijinho. :))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aninhasamiga

      As tuas palavras deixam-me desvanecido e... envergonhado devido ao que dizes de mim e da minha escrita. Mas, tenho de reconhecer que consigo alinhavar uns textos e creio que os leitores entendem o que pretendo dizer. Pelo menos faço por isso De qual jeito repito o meu agradecimento...

      A questão do terrorismo é demais complexa para ser abordada por quem quer que seja; é terreno movediço, são areias que engolem as pessoas se elas não tiverem cuidado.

      Não que possa dar vida aos mortos; um tal Jesus Cristo diziam - e dizem - que era. Mas também se afirma que ele era e é e será (pelos vistos...) filho de Deus; sendo assim é fácil ou pelo menos pouco difícil.

      De onde vem o terror? Ele apareceu quando? E em que termos? Julgo que ninguém sabe responder a todas estas interrogações. Vinganças dos espoliados? Dos explorados? Dos invadidos? Dos sucessores dos eliminados, dos assassinados? É um ódio secular?

      É tudo isso em dicotomia regista-se dos dois lados, infelizmente. A hecatombe de Nice podia ter sido evitada? Podia - mas não foi; a segurança estava na rua? Estava, mas não muito atenta.

      O combate ao terrorismo é muito difícil - mas pode fazer-se; depende da vontade (sobretudo política) de o fazer. E fazer quer dizer descobrir quem e com está por trás do terror. Mas isso são outros quinhentos mal réis.

      O Daesh, mesmo que não nada que ver com Nice, já aproveitou a ocasião para apadrinhar o crime; pode dizer-se que é puro oportunismo. Raio de vida esta em antes de dar um passo temos de pedir autorização ao outro! O homem é um animal inteligente e bípede. Mas, desgraçadamente esqueceu-se disso.

      Qjs qurida Aninhas do Leãozão

      Eliminar
  2. Henrique, deixo como comentário um texticulo que "postei" no Facebook


    Je suis humain

    Os assassinos e o discurso do engano

    Mais uma vez um criminoso cadastrado, psicopata e assassino mata dezenas de seres humanos.
    Mais uma vez o habitual discurso enganador do terrorista islâmico.
    É preciso manter a narrativa do poder para justificar o investimento militar, o tráfico de armas.
    Se não me falha a estatística, todos os terroristas envolvidos nos crimes europeus, viviam há muitos anos na Europa e a maior parte até aí terá nascido. Todos tinham cadastro por crimes de droga, assalto, agressão, etc.

    Alguém se preocupa em investigar profundamente o porquê do súbito morticinio?

    Não.

    É mais fácil lançar por cima o manto ideológico do islão.
    Deste modo, todos os novos crimes estão justificados, sobretudo os dos que pela força da especulação financeira e das armas promovem o morticinio.
    Assassinos e vítimas são produto dos que a montante escravizam o que é humano em benefício do lucro.

    Assassinos e vítimas são, no fundo, todos vítimas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Raposamigo

      Para te responder, antes do mais remeto-te para a minha resposta anterior. Porém, tenho de lhe aditar que tens razão, não digo muita - mas tens.

      O Mundo em que vivemos e vivem os terroristas e vivem os seus patrocinadores é um Mundo Cão, como disse o Jacopetti em 1962, Mondo cane - e há que amamenta-lo com cargas de media, com aplausos as mais das vezes encapotados, ou com o cuspir para o lado.

      Não gosto particularmente do Islão e, sobretudo do alegado "profeta" Maomé. Odeio-o a jhiad e a sharia, Dito isto não posso porém lançar por cima o manto ideológico do Islão. como tu dizes e escreves.

      No entanto, por outro lado, não posso perdoar aos assassinos de tantos inocentes de qualquer idade. E não o posso fazer sob pena de aceitar que o Mundo se transformou num imenso matadouro.

      Claro que o Dinheiro manda no Mundo através de muitos "pecados mortais": corrupção, venda de armamentos, prostituição, droga, troca de influências, subornos e muito mais.

      E por aqui me fico, mas há muito mais para dizer...

      Abç do Leãozão

      Eliminar
  3. Subscrevo totalmente o texto ( só acrescentaria , embora não tivessem ocorrido na Europa, os massacres de Sabra e Chatila ).

    Quanto à minha ausência, estive de novo mais de um mês sem computador.

    Além disso, não tenho acesso aos links dos blogues que sigo, consequentemente se as pessoas não me derem o prazer das suas visitas, eu estou impedida de comentar nos respectivos espaços.

    Abraço grande e bom fim de semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sãozitamiga

      Todos os actos assassinos para atemorizar as pessoas cabem no terror; por isso te agradeço o que juntaste ao meu escrito. Muito obrigado.

      Poizé já tinha notado a tua ausência; esta é mais "pesada" quando se trata de Amigas/os. Portanto diz ao teu computas que tenha juízo e que se comporte bem. Ameaça-o com o pior virus, a falta de corrente eléctrica ou com um tsunami... informático.

      Aqui, sabe-lo bem, serás sempre bem vinda. :-))))

      Qjs do Leãozão

      Eliminar
  4. Amigo isto está mtº. mau...
    Não vejo como acabar com estes atos de terrorismo...
    E as palavras do Presidente de França e do
    Primeiro Ministro já estão gastas...
    Agora é o "estranho" golpe de Estado na Turquia..
    que deu a possibilidade de o Presidente "estar a
    fazer uma enorme limpeza" a quem o incomodava e
    já se fala na introdução da pena de morte.
    Mais um momento muito mau na história da humanidade.
    Abraço, amigo.
    Irene Alves

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Irenamiga

      Se está... e caminha aceleradamente para pior - se for possível.

      Dizes bem: a história da humanidade com caixa baixa está a passar por pesadelos reais, não virtuais. Depois da matança em Nice, sai-nos o golpe militar falhado na Turquia; o Mundo está numa sarjeta!

      Os homens (com caixa baixa) não sabem para onde se virar: de um lado tiros e bombas; do outro ditaduras e repressões violentíssimas. A hora da morte já nem se espera, os relógios também estão loucos. É o diabo!!!! É o dinheiro!!!! É o poder!!!!

      Qjs do Leãozão

      Eliminar
  5. Gostei da lucidez do seu texto e da forma como cruza este macabro e doloroso incidente com outros também tão cruéis. Não sei o que pode ser feito para evitar estas coisas mais recentes porque creio que elas já estão dentro da cabeça de quem as faz...
    Um beijo, meu Amigo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gracitamiga

      Para mim não é difícil fazer o que faço, pois faço-o com prazer; mas julgo que é preciso conhecer um pouco de História, que, aliás, faz parte da nossa cultura.

      Também eu não sei o que fazer. Mas que em Nice houve falha da segurança... houve.

      Qjs do Leãozão

      Eliminar
  6. Diante de tudo isso sinto-me incapaz. Os políticos e m todo mundo pensam em primeiro lugar em sí mesmo esquecendo os que são menos favorecidos por um sistema totalmente ultrapassado. Acredito que a solução é desanimadora ou em outras não tem...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Só se vir de Deus, mas do homem creio ser impossivel

      Eliminar
    2. Francisamigo
      A Porca da política dizia o Rafael Bordalo Pinheiro nos séculos XIX/XX; mas a culpa não é da Política, é de quem a enxovalha O sistema não é bom, mas o povo que ele os políticos também não é grande coisa.

      Soluções: alguém que as saiba bote um anúncio na página da necrologia...

      Abç do Leãozão

      Era assim no tempo do Bordalo mas agora é muito pior.
      Mas a culpa não é da Política.

      Eliminar
    3. Francisamigo

      Deus não dorme mas sempre vai batendo uma pestanita...

      L

      Eliminar
  7. Boa tarde, chega a ponto já não sei o que pensar nem o que dizer sobre esta violência sobre inocentes, sei sim, é que as lágrimas de crocodilo de certas figuras internacionais, são aqueles que negoceiam com estes grupos que atacam inesperadamente inocentes, vejamos o caso da ocupação do Iraque que deu origem a estes grupos terroristas, alguém foi julgado por crime conta a humanidade? mataram milhares de inocentes, George W. Bush, Tony Blair, José Maria Aznar e Durão Barroso que tem a mãos e a consciência manchadas de sangue, nunca foram julgados.
    umas semanas atrás houve um atentado em Bagdá, morreram no local do atentado 204 inocentes, alguém fala disto? será que as pessoas de Bagdá não são tão humanos como os europeus?.
    Boa semana,
    AG

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Irenamiga

      Julgamentos só os há para os que roubam um pão para matar a fome dos seus. Os outros são os impunes, os DDT, os Donos Disto Tudo. E no fim desta cegada e também desta cagada o bom da fita vai para a Goldman Sachs como CEO... Isto só para falar do cherne. Os outros que se fo...rniquem...

      Mas os quatro que referem não têm consciência ou se calhar têm - mas é só para a Europa fingir que vê que afinal não têm.

      Bagdad como o Cairo, como a Arábia Saudita são muito longe (a Austrália é mais...) e não se vê muito bem, apenas se divisa de Bruxelas, de Washington e de Moscovo com binóculos de longo alcance...

      Qjs do Leãozão

      Eliminar
  8. O que é que poderemos fazer para não volte a suceder?


    um beijinho
    Gábi

    ResponderEliminar
    Respostas

    1. A Gabriela levantou uma questão muito pertinente!
      Infelizmente não existem respostas que a satisfaçam cabalmente. O combate ao terrorismo tem sido, até hoje, uma "guerra" com muitas mais perdas que ganhos.

      Um abraço, Henrique.

      Eliminar
    2. Clarinhamiga

      Concordo na íntegra contigo, minha flor. Mas, como dizes, até agora o chamado Ocidente tem um acidente - ou muitos, penso que é melhor assim - que em meu entender resultam de interesses vários.

      Como já escrevi, os EUA, a Rússia (Ocidente???), a França, o Reino (des)Unido estão a ganhar montanhas de ma$$a com esta guerra, bem como países orientais, desde a Arábia Saudita até à China.

      A retenção do petróleo é bem um exemplo de que não há interesse geo-político em acabar com a guerra; por seu lado o Daesh - que a vem perdendo no campo de batalha, vem recorrendo aos actos terroristas desmesurados!

      Ah, se todos quisessem a PAZ tudo seria diferente. Entretanto o (auto-chamado EI) vem ameando a Espanha e Portugal, o "Califado Ibérico".

      Temos de estar atentos, o que é fácil de dizer; mas se vemos os soldados que guardam o Aeroporto Humberto Delgado a falar com as namoradas (???) pelo telemóvel...

      Bjs da Raquel e qjs do Leãozão

      Eliminar
  9. Gabrielamiga

    Tentar estar prevenidos. Mas como?

    Bjs da Raquel e qjs do Leãozão

    ResponderEliminar
  10. Um texto de uma lucidez incrível e muito bem escrito
    Eu própria tenho pensado no estado do mundo em que vivemos e não vislumbro soluções.
    Penso que os governantes apenas podem demonstrar o seu pesar através das palavras, porque não conseguem arranjar estratégias para combater estes desaires de gente tresloucada.
    Só espero que o nosso cantinho português , não seja molestado.

    Beijos amigo Henrique

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Manuamiga

      Muito obrigado. Ai de mim se estivesse mal escrito. Jornalista e escritor...

      É mesmo assim o que dizes. Estamos todos numa tal alhada que é difícil dizer como e quando devemos actuar. Este é o Mundo louco em que vivemos e ajudámos a construir...

      Quanto ao nosso cantinho português: estamos incluídos no "Califado"...

      Qjs do Leãozão

      ... e muito obrigado pela tua visita e comentário. Agora só falta seres minha seguidora... :-)))

      Eliminar
  11. Obrigada pela visita ao Jardim. Vivémos num mundo muito inseguro e onde a vida humana parece ter pouco valor. Descobrem-se novas estrelas no céu, estuda-se Jupiter, lá tão longe mas parece que é difícil encontrar solução para a fome e para a incompreensão entre a humanidade.
    Uma boa semana.

    ResponderEliminar
  12. Benámiga

    Estou feliz por te ver pela primeira vez aqui na NOSSA TRAVESSA e quero que voltes mais.

    Concordo com o que dizes; mas acrescento: em vez de investir dinheiro na investigação de doenças como o cancro, Sida e muitas outras, o homem prefere investir nas armas de guerra, cada vez mais sofisticadas e mais mortíferas. Vai assim o Mundo...

    Qjs do Leãozão

    ResponderEliminar
  13. Por muito que se diga que não nos podemos deixar vencer pelo medo, o facto é que ele nos ronda.

    ResponderEliminar
  14. Luisinhamiga

    Perfeita e totalmente de acordo contigo. E o medo, quando existe, é incontrolável. Pode vir o Papa, todos Presidentes de todas as Repúblicas, quem que que seja que venha dizer que está tudo em segurança, pois a Segurança está no terreno, eu não acredito! Nunca nem ninguém sabe qual será o próximo alvo e quem atacará.

    Em Nice falhou a Segurança - não tenho dúvidas!

    Bjs da Raquel e qjs do Leãozão.

    E como vai o Algarve? Cheio de turistas, ai prizume...

    ResponderEliminar
  15. Lindo blog, convido a conhecer e seguir o meu bjus.

    ResponderEliminar
  16. Elisabetamiga


    Muito obrigado por cá vires pela primeira vez e pelas palavras. Lá irei.

    Qjs = queijinhos = beijinhos do Leãozão

    ResponderEliminar
  17. Gostei da tua crónica.
    A Europa dos nossos dias é uma senhora de palavras não de palavra. Todos sabemos que nas emergências há que arregaçar as mangas. Mas como, se vivemos manietados por um emaranhado processo normativo ditado pelos burocratas a soldo dos grandes.
    Não há como vencer esta guerra, todos o sabemos, pelo menos enquanto os poderes não forem resgatados ao poder financeiro, enquanto os políticos não deixarem de se venderem a interesses.

    Abraço, Leãozão.

    ResponderEliminar
  18. Agostinhamigo (II)

    Retribuo-te: gostei do teu comentário.

    Puseste o dedo na ferida: o poder do dinheiro! Sim, porque o dinheiro é comanda o Mundo, ser se importar que digam mal dele. Veja-se o caso do dr. Durão Barroso, o Cherne, que acaba de ser nomeado COE da Goldmann Sachs a verdadeira DDT que paga a quem lhe deve com o dinheiro que lhe emprestou e depois voltou a receber, através de manobras no mínimo criminosas!!!

    O poder do dinheiro - que é o mesmo que dizer poder financeiro - relegou a Economia para terceiro qo quarto, mesmo até cinco plano. E nós a vê-los passar, assobiando para o lado para disfarçar...

    Por definição os políticos são corruptos, passivos ou activos, salvo umas quantas excepções pois toda a regra tem-nas. As revoluções estão a dormir ou, pelo menos, a passar pelas brasas. Se houvesse (ainda) algumas dúvidas bastaria ver o que se passa na Turquia do sr. Erdogan.

    Não se alguém pode fazer algo que mude o satus quo. Eu, confesso, não sei.

    Abç do Leãozão

    ResponderEliminar
  19. HenriquAmigo
    Sabes uma coisa? Às vezes penso que sou bruxo. Hoje de manhã publiquei um post a lembrar que faz hoje 5 anos que o Brejvik atacou num acampanhento de jovens socialistas nos arredores de Oslo. E depois teci algumas considerações que pareciam premonitórias do que se iria passar à tarde em Munique
    Abraço e bom FDS

    ResponderEliminar
  20. Amigo Henrique
    Quem estudou História , soube de várias guerras, em determinados cenários e com uma certa duração.
    O pior, agora, é que continuam a ser feitas vítimas, em cenários indeterminados e não sabemos quando esta situação irá terminar.
    Um abraço
    Beatriz
    ão

    ResponderEliminar