2023-08-10

 



Eu matei um branco...

 

*Quando no musseque acontece a maka

 

Antunes Ferreira

Acabei de publicar o post que se segue:

Em Luanda, nos tempos do antigamente, ou seja, no regime colonial (que o salazarismo rotulara de “ultramarino” …) os musseques envolviam a capital, mas dela fazendo parte, tal como os afilhados paupérrimos dependem dos padrinhos riquíssimos. Nesses bairros habitavam maioritariamente pretos (como então se dizia, hoje politicamente correcto negros) quantos (minoritários) brancos moravam lá, especialmente uns poucos donos de comércios gerais, desde a caixa de fósforos até à fuba de yuca (mandioca em dialecto angolano) cuja farinha é utilizada para preparar o funje (massa parecida com a cola de sapateiro, salvo seja…)?

 

Sambizanga um musseque problemático

Era no Sambizanga, que já lá iam uns bons onze ou doze anos (estava-se em 1978, em plena guerra no mato), que o Adão Ngunza, com a ajuda de uns amigos, contruíra a sua casa-de-pau-a-pique, onde vivia com a sua mulher Miquelina – mas, infelizmente, sem filhos. Mas, mesmo assim, davam-se perfeitamente bem. Ele era estucador e com o surto da construção que acontecia em Luanda, não lhe faltava trabalho, enquanto ela era lavadeira de roupa de brancos, médios e ou ricos e até de alguns pretos enriquecidos sabe Deus como… 

 

Quase todas as estórias começam com o tradicional «Era uma vez» e esta não podia passar por tal bordão apenas localizava-la no musseque já referido. Seja-me, agora, o momento asado, para apresentar outra das personagens que têm lugar proeminente no desenrolar do estranhíssimo evento; trata-se do comerciante português Manel Videirinho, 56 anos, viúvo, natural de  

Freixo de espada à cinta; uma vila (melhor dizendo; um município);  onde os homens que não trabalham nas leiras próprias ou nos dos vizinhos; os «patrões», na farmácia «Boa Saúde» do senhor Simplício, que não era farmacêutico, mas desenrascava-se, até dava umas injecções porreiraças, com o ajudante a afiar a agulha numa correia de sapateiro; mas nunca houvera sequer uma inflamação; muito menos uma infecção.  


Brasão de armas do Corpo de 

Intervenção da PSP de Angola

Havia alguns casos problemáticos, e para tentar manter a ordem, se tivesse havido maka, ou prender um qualquer bandido acusado de eventual crime grave, a PSP de Angola só entrava neles em grupo e fortemente armados com automáticas; no que concerne os militares iam de jeep até às bordas dos musseques, seguindo depois a pé armados de G3 em busca de desertores ou de outros crimes militares alegadamente graves. Uma rotina que se repetia quase diariamente. Os moradores olhavam; suspeitosos, tais movimentos das autoridades. Na sua totalidade não compreendiam o porquê que uma ou duas ou mesmo   quantos se contam pelos dedos duma mão levavam ao que consideravam excessos autoritários.

 

Aqui, para que se entenda o intento desta estória, entro eu no palco e vou elucidar por que o faço; tinha desembarcado do navio «Uíge» No porto de Luanda e fora-me apresentar ao comandante da CCS-QG, unidade onde fora colocado, e recebido pelo comandante, capitão do quadro permanente Ricardo Torres Rosa Ornelas. Este esclareceu-me tudo o que eram as minhas funções na unidade e, dados os meus conhecimentos em matérias jurídicas colocou-me (aliás como acontecera no RI1, na Amadora) no «gabinete de Justiça e Abonos de Família». Pedi-lhe autorização para dar uma volta pela Companhia, para me ambientar, ao que ele prontamente acedeu.

Coluna militar em Nambuangongo 
 

Acompanhado pelo oficial de dia (que em meu entender, devia ser oficial de noite…) visitámos as casernas, muito pouco agradáveis, os quartos pra os oficiais, suficiente e para os sargentos, mais ou menos médios, as cozinhas, as instalações sanitárias e o quarto (se assim se pode chamar) para o oficial de dia e para o oficial de prevenção. E o alferes miliciano, Justino Manuel da Rocha Silva, comentou para mim: «E tens muita sorte, podias ir parar no mato; eu, antes de vir par cá estive onze meses entre Zala e Nambuangongo! Foda-se! Está tudo terminado; como diria um guia duma agência de turismo: «Demos uma visita guiada pela Companhia de Comando e Serviços do Quartel-General de Angola…».

 

Vai daí, perguntei-lhe: «É tudo? Não há prisão?» Justino arregalou os olhos, decerto nunca lhe haviam posto tal pergunta; e meio encabulado: «Temos uma enxovia e só com um preso… creio que não queiras visitá-lo?» No entanto, eu queria, e lá fomos. Era um antro escalavrado, de uma única frincha gravada de barras metálicas enxofradas, no meio de paredes escuras ponteadas de grafites estranhas, a preto, com um chão tão sujo como os muros. E no meio daquela merda estava acocorado no chão, um preto vestindo apenas uns calções (que deveriam ter sido cor de cáqui, mas agora semelhavam trapos de limpar qualquer coisa) Ao ver-nos, levantou-se, devia ter mais dum metro e noventa, sujíssimo, um cabelo e umas barbas patriarcais, e sem dizer palavra fez uma continência certa.

 

Estou preso porque matei um branco...

Ignorando o Justino, perguntei-lhe: «Como te chamas? Qual é a tua unidade? Há quanto tempo estás qui? E por que motivo estás preso?» Respondeu-me de imediato: «Estou preso porque eu matei um branco. A minha unidade era o RIL. Chamo-me Adão Ngunza e estou aqui pra cima de treze meses. O meu tenente quer saber mais alguma maka?» Apenas lhe respondi que ia analisar o caso e iria dar-lhe conhecimento do que se estaria a passar. Porém, ordenei-lhe que saísse dali, fosse tomar muitos banhos, cortar o cabelo e a barba, fosse ao depósito da Intendência, buscar pares de roupa interior, fardas, cinturões, botas e boinas, e só depois de apresentável se apresentaria no meu Gabinete.

 

O Justino, espantadíssimo foi a passo de corrida ao gabinete do capitão Rosa Ornelas com quem esteve reunido mais de uma hora. Entrementes, um novo Ngunza aparecia-me junto à porta do meu estaminé, bateu-me a continência e perguntou: «Meu tenente, apresenta-se o soldado 20789/75, Adão Ngunza. Posso entrar?» Mirei-o de alto a baixo – impecável. Mal podia acreditar. «Podes, sim, faz o favor de entrar.» Assim o fez, mantendo-se num hirto sentido ao que lhe disse «Podes estar à vontade; para já ficas ao serviço, como ordenança, deste gabinete. Quero-te aqui todos os dias da semana, menos aos domingos, às sete horas da manhã que é mais fresquinho. É o que eu faço. Agora, deves ter muitas coisas a tratar, por exemplo com a tua mulher, pois não tens filhos. Vai para o Sambizanga e até amanhã.»

 

«Sem escolta, meu tenente?» «Não te vais pirar, portanto, segue sozinho; como já te disse, até amanhã.» Mal o Ngunza fez meia-volta entrou-me, afobado, o Justino: «O nosso comandante quer falar contigo e já!» Fingi arrumar uns papeis que havia na minha secretária e disse-lhe: «Mas que puta de pressa! Se a mãe dele esperou nove meses para o por no Mundo, bem pode o nosso capitão esperar por mim uns momentos, enquanto eu arrumo esta papelada.» Justino, embasbacado, sem palavras, engoliu em seco: «Tu é que sabes as linhas com que te coses…» e saiu. Tirei-me dos meus cuidados e lá fui ao meu destino.

 

Bati à porta do gabinete do comandante e de dentro veio uma voz autoritária: «Entre!» Entrei e quase me fugiu a língua para lhe atirar «um faz favor caía bem…», mas contive-me. O capitão Rosa Ornelas a quem fiz a continência e me mantive em sentido, não me disse o tradicional «À vontade.» Entrou logo a matar: «Então o tenente Rocha Fernandes, acabado de chegar da metrópole, instala-se aqui, e sem mais nem menos, começa logo a dar ordens sem o meu prévio conhecimento. Mas que raio de oficial da Polícia Judiciária Militar, com responsabilidades a dobrar, julga que pode fazer?»


Se Maomé  não vai à montanha..

Comecei a explicar-lhe o acontecido e, seguindo as minhas palavras, só então me convidou a sentar-me num dos sofás que ali tinha. Quando terminei, «E agora, Rocha Fernandes, qual vai ser a sua próxima diligência? E, entretanto, toma um uísque comigo? Com gelo, sem ou com água com soda?» Parecia-me, com o uísque com soda, que estava enterrado o machado de guerra dos Sioux. E afirmei-lhe, convictamente, que iria reabrir o auto de corpo de delito. «Aí é que está o engulho, o processo parece ter-se perdido…» Retorqui-lhe que se Maomé não vai à montanha…, ao que, se bem entendi, o Rosa Ornelas não percebeu. «Vou ao Tribunal Militar, julgo que ao II, que é mesmo aqui ao lado, tenho lá um amigo de Vila Nova da Cerveira e tento, com a ajuda dele, pescar alguma merda.»

 

«Pois, ó Jacinto, dê cá um abraço, isto foi um mal-entendido, e desejo-lhe a maior sorte do Mundo! E, se faz favor, vá dando-me conta do que acontecer.» Estava lançada a primeira pedra dum edifício. Que se viria a revelar extremamente complicado. Mas no II Tribunal Militar de Luanda, por artes de berliques e berloques e com o auxílio do furriel miliciano Manel Caracol, (um alentejano de Beja) consegui descobrir o malvado do processo «esquecido» no fundo duma gaveta. Por ele pude aperceber-me do que realmente se passara, o qué, aliás, confirmei com as declarações do Ngunza a quem fiz as perguntas a que me respondeu exactamente com os termos do processo.

 

De acordo com o prometido (e o prometido é devido) relatei tudo ao Rosa Ornelas, que não se cansava de me felicitar. E fora assim: «No Sambizanga, o comerciante Manel Videirinho andava a galar a Miquelina, a mulher do Adão Ngunza. Ela dava-lhe com os pés. Contudo, numa tarde de Verão, um mormaço, aproveitando que o Adão estava de serviço no RIL, Videirinho entrou pela casa-d-pau-a-pique e quis-se pôr em cima da Miquelina. Mas, ó sorte bastarda, o Ngunza saíra mais cedo e deu com a cena. O comerciante, apanhado com as calças em baixo, ainda quis revidar, mas o soldado agarrou num banco de pau e deu-lho na cachimónia. O gajo caiu logo, morto, jorrando sangue e miolos. O Adão foi entregar-se na unidade mais próxima, a CCS/QG!» O resto estava tudo dito e escrito.

 

Gabriela e Nacib na telenovela «Gabriela, 

Cravo e Canela». Os deputados da Assembleia 

da República interrompiam os trabalhos 

para assistir a ela...

Resumindo e concluindo: o Adão Ngunza foi a julgamento e dadas as circunstâncias, foi absolvido. Tem hoje um rancho de filhos: duas meninas e três rapagões. Fui padrinho deles todos. Resolvi ficar em Luanda e concorri a um lugar no novíssimo supermercado de Luanda, o Jumbo (Pão de Açúcar), da propriedade da SUPA (Super Mercados de Angola) do português Valentim dos Santos Diniz, radicado há muitos anos no Brasil. Continuo solteiro, mas tenho um «arranjinho» com uma mulata que, como dizia o saudoso Garrincha «a cara faz parar o tráfego!», chama-se ela Gabriela, mas não é a do Jorge Amado, nem tem cravo e canela.

 

 

                                                                                                              

2023-08-06



 Um feito inimaginável

*Do Futebol Feminino ao Papa Francisco

Antunes Ferreira

A prestação que a Selecção Nacional Feminina vem prestando no Campeonato Mundial 20/23 que decorre numa realização conjunta da Austrália e daa Nova Zelândia, enchem-nos de orgulho e de simpatia porque as comandadas por Francisco Mendes, pelo valor (por alguns posto em dúvida) pelo valor demonstrado no jogos treino que as levaram ao objectivo. O texto que agora se segue é todo baseado no que naqueles dois países aconteceu. Só não conservo na memória os nomes das cidades e dos estádios do que peço desculpa... Thanks

 

Começo este artigo por dar uma informação que, aliás bifurcada em duas vertentes: a) o Futebol Feminino e b) o Papa Francisco e a sua vinda a Portugal par presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Da primeira (cuja constituição enumeramos): 

Aí suas valentes!!!


Inês Ferreira (G. Red), Ana Seiça, Carole Costa, Diana Gomes, Joana Marchão, Andreia Norton, Jessica Silva, Telma Encarada, Ana Capeta, Dolores Jacinto e Sílvia Rebelo) escreveremos tudo o que é possível, vendo em directo no ecrã da televisão acompanhado da Raquel, a minha mulher (que percebe à brava de futebol, ensinada pelos nossos três filhos quando eram putos) a transmissão da Sport TV. Isto leva-me a crer que (senão) a maioria dos lusos fez exactamente a mesma coisa… E bem mereceram – e merecem! – as moças que jogam futebol num campeonato cujas equipas (com seniores e juniores) são poucas, apenas 12.

 

E São elas: ALBERGARIA DAMAIENSE MARÍTIMO OURIENSE FAMALICÃO RACING-SEIXAL SL-BENFICA SC-BRAGA   SPORTING-CP   VALADARES e VILAVERDENSE. Num país de machistas, alguém diria que «ainda assim, são muitas...» Mas há sempre excepções, felizmente, «deixá-los-falá-los-q’eles-calarão-se-ão» diz o Povo na sua maldosa sabedoria, e diz bem. Se alguma coisa merece a nossa atenção pelo insólito é a existência de clubes que dão pelo nome de ALBERGARIA DAMAIENSE OURIENSE RACIG-SEIXAL e VALADARES. Há bastantes clubes de futebol feminino, mas eles só têm juniores ou são escolinhas de futebol feminino. Para terminar, há finalmente, equipas mistas.

 

A viagem à Austrália saudou-se por uma desilusão pois a nossa equipa foi afastada da competição pela Alemanha (1 – 3) e empatou com os EUA (0 -0), mas igualmente com uma grande satisfação! Ma, em que ficamos quanto à satisfação? Primo — Por estarmos pela primeira vez no Mundial. e Secundo - Pela alegria que elas deram aos telespectadores portugueses. Vistas as coisas, apenas isto já bastava par ir ao outro lado do Mundo. Acredito que a concentração enorme as deve ter mantido em clausura, como freiras da Ordem das Cartuxas. Mas certamente tiveram as suas pausas para descansar física e psicologicamente. 

Dois filhotes de ornitorrinco


Talvez tenham visto um canguru, mas de certeza não lobrigaram um ornitorrinco, uma ema, um coate, um wombate, um dingo um diabo da Tasmânia, uma esquidna, uma quoakka, Enfim, vidas.

 

Porém voltemos para trás, ou seja, de regresso a Lisboa. À chegada ao aeroporto Humberto Delgado, a comitiva portuguesa tinha uma pequena multidão, especialmente constituída por familiares que as transportaram e ao Francisco Mendes às respectivas moradas. Foram muito felicitadas e honrosas por terem sido as primeiras portuguesas a entrar num Campeonato do Mundo. Combinaram, para daí a uma semana (se estivessem de acordo quanto a datas) realizar um lauto jantar no qual também participariam, caso lhes fosse possível, os familiares, pais e irmãs/ãos. Foi com imensa alegria que acolheram a proposta.

 

Mas no meio da euforia, o Francisco Mendes retira-se, pensativo. Tinha um problema de consciência que guardava só para si: apaixonara-se pela Jéssica Silva (a versão feminina, salvo as devidas proporções do Cristiano Ronaldo). Mas como seleccionador/treinador, obviamente não podia declarar-se. Portanto, optou por afastar-se do nosso país. Consultou o seu agente desportivo, o superagente Jorge Mendes, criador e proprietário da Gestifute, que tratou das coisas para ir como treinador-adjunto no Chelsea. E assim aconteceu. O Chelsea é um dos maiores clubs de Inglaterra e tem a sua sede em Londres. É um dos três maiores clubs do Mundo e tem mais de cem nos. Venceu tudo o que há para ganhar!

 

Francisco Mendes - o seleccionador/treinador


Pesem embora as saudades de Portugal, de Lisboa e da Jéssica, Francisco Mendes resignou-se. Arranjou um apartamento com kitchenette, e se tinha muito trabalho com a selecção, muto mais encontrou no Chelsea Footbal Club, o que não o admirava dada a dimensão e a responsabilidade nacional e sobretudo internacional do clube.

 

Mesmo assim fez as visitas obrigatórias: The Tower of London (A Torre de Londres) na qual avulta o Big Ben (o Grade Relógio ) The Buckingham Palace (O Palácio Real) e o London Eye (O Olho de Londres) também conhecido por Millennium Weel (Roda gigante do Milénio) e The London Eye (Olho de Londres). Muito mais haveria para ver. Se quisermos ser exaustivos leia-se o que se segue:

 

A Torre de Londres com  famoso Big Ben

 Londres (em inglês: London, (AFI) é a Capital da Inglaterra e do Reino Unido (UK). Por dois milénios, foi um grande povoado e sua história remonta à sua fundação pelos romanos, quando foi nomeada Londínio. É o centro de Londres, a antiga City of London, também conhecida como The Square Mile (A Milha Quadrada) ou The City, mantém suas fronteiras medievais. Pelo menos desde o século XIX, o nome Londres se refere à metrópole desenvolvida em torno desse núcleo. Hoje, a maior parte dessa conurbação constitui a região da Grande Londres, cuja área administrativa tem o seu próprio Mayor (Presidente da Câmara eleito) e uma Assembleia (Também escrutinada). A cidade abriga a sede da Comunidade das Nações. 

É uma importante cidade real ao lado de Nova Iorque, Tóquio e Paris) e é um dos maiores, mais importantes e influentes centros financeiros do Mundo. O centro de Londres abriga a sede de mais da metade das 100 melhores companhias do Reino Unido (o índice FTSE 100) e mais de 100 das maiores 500 maiores da Europa. Londres possui forte influência na política, finanças, educação, entretenimento, média e cultura em geral, entre as melhores empresas do Rino Unido (o índice FTSE 100) e mais de 100 das 500 maiores da Europa. Londres possui forte   influência influência na política, finanças, entretenimento, média, e cultura em geral, o que contribui para a sua posição global. É um importante destino turístico para visitantes naturais e estrangeiros. Londres foi, ainda, sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1908, 1948 e 2012.


Heathrow, o Aeroporto de Londres é grandioso


 

A capital do UK tem uma gama diversa de povos, culturas e religiões e mais de 300 idiomas são falados no seu território. Em Julho de 2007, a população oficial era de 7 556 900 habitantes dentro dos limites de Londres. A sua área urbana (a segunda maior da UE) tem uma população de 8 278 251 habitantes, enquanto a região metropolitana (a maior da UE) tem uma população total (rural e urbana) estimada entre 12 milhões e 14 milhões de habitantes. O Metro da capital, administrado pela Transport for London é a mais extensa rede ferroviária subterrânea do Mundo; o Aeroporto de Londres - o Heathrow é o aeroporto mais movimentado do Mundo em número de passageiros internacionais do Mundo e o espaço aéreo da cidade é o mais movimentado do que qualquer outro centro urbano desse mesmo Mundo.

 

A urbe possui quatro Patrimónios Mundiais: a Torre de Londres; os Jardins Botânicos de Kew; o local que compreende o Palácio de Westminster, a Abadia de Westminster  e a Igreja de Santa Margarida; e o local histórico de Greenwich (onde o Observatório Real de Greenwich marca o meridiano primário 0º longitude e GMT). Outros marcos famosos incluem o  Palácio de Buckingham, a London Eye, PiccadilIy Circus, a Catedral de São Paulo, a Tower Bridge, a Trafalgar Square e o The Shard. Londres é a sede de inúmeros museus, galerias, bibliotecas e outras instituições culturais, como o Museu Britânico, a National Gallery, Tate Modern e a Biblioteca Britânica. O Metro de Londres é a mais antiga rede ferroviária subterrânea do Mundo.


O Papa Francisco no papamóvel mal se vê 

no meio duma multidão eufórica!!!


 

É tempo de voltar à visita do Papa Francisco. Perguntar-se-ão porquê? Pois muito simplesmente, para presidir à Jornada Mundiais para a Juventude (JMJ) uma obra que se realiza de dois em dos anos A Jornada Mundial da Juventude (também conhecida como JMJ ou originalmente em italiano Giornata Mondiale della Gioventù ou GMG) é um evento religioso instituído pelo Papa João Paulo II em 20 de Dezembro de 1985, que reúne milhões de católicos de todo o mundo, sobretudo jovens. Com duração de cerca de uma semana, promove eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens.

 

Reúne milhares de jovens para celebrar e aprender sobre a fé católica, para conhecer melhor a doutrina católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas, além de compartilhar entre si a vivência da espiritualidade. Inspirado por grandes encontros de jovens do Mundo em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos em Roma, dos anos de 1984 e 1985, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento anual (que passou depois a ser com intervalos de dois ou três anos) com o objectivo de alcançar novas gerações de católicos, propagando assim os ensinamentos da Igreja.



O altar-mor no Parque Tejo 


O evento é realizado numa cidade escolhida pelo Papa. Desta feita foi a nossa Lisboa. Entre as inúmeras obras realizadas (e caríssimas) avulta o altar-mor no Parque Tejo.  Nos anos intermediários, a Jornada é vivida localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do Mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema, retirado de um versículo bíblico. Assim, cada Jornada possui um hino baseado no tema, patronos, intercessores e um logotipo. Durante a JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows, tudo em diversas línguas.

 

Seul, a capital da Coreia do Sul, será a próxima cidade a receber a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2027.O anúncio foi feito pelo Papa Francisco, no final da missa de encerramento, que se realizou esta manhã de Domingo, 6 de Agosto, no Parque Tejo, em Lisboa

Seul, a capital da Coreia do Sul terá a JMJ em 2027

«A próxima Jornada vai ser na Coreia do Sul, em Seul», afirmou o Papa, dizendo que será em 2027.O Sumo Pontífice convidou ainda os jovens a estarem presentes em Roma em 2025 e para o jubileu da Juventude. Anúncios feitos na cerimónia final desta JMJ e que contou com, segundo o Vaticano, um milhão e meio de pessoas.

2023-07-30

 Assassinato em Praga

*Do punhal ao pãozinho doce knedlíky


Antunes Ferreira

Joana Gomes, 26 anos, solteira, natural de Évora, licenciada na Universidade Clássica de Lisboa, no ramo de Letras, tendo escolhido o ramo de Línguas da Europa Central, depois fez o mestrado cujo tema fora «História e Idioma da Chéquia ou República Checa».

 

Um dia num dos seus momentos, raros, de lazer, descobrira através do Google um nome que, sem qualquer razão especial, lhe chamou a atenção: «Karel Novák, engenheiro metalúrgico, 28 anos, solteiro, natural de Brno, mas residente em Praga, 1,87 metro de altura, phone 429 -284 650 796. E, com o seu estilo de aventura o assunto foi-se enganchando tal como as cerejas. Na faculdade, enquanto esperavam pela afixação das notas da prova escrita a Lurdes Gonçalves, mais conhecida por „Lurdecas“ lhe falou no programa „Erasmus“ uma criação da União Europeia (UE) que é um subprograma do  República Checa fundada a cidade, que domina a capital na margem esquerda (ocidental) de Vltava. O subprograma decorre ao Longo da Vida , em especial entre estudantes, mas também entre professores e outro pessoal educativo”.   

 

Ora, ela sabia que as companhias aéreas Low Cost praticavam preços muito razoáveis. Após ter muito pensado naquilo perguntou-se por que não ir à República Checa, conhecer em carne e osso, (preferivelmente em chicha...) o seu correspondente Karel Novák? Se o pensou, por vários dias, declarou-se pôr o se plano em prática: cumpriu todas as démarches do „Erasmus“, foi à agência da Low Cost com a qual engraçou mesmo sem saber porquê, a Ryanair

Lisboa - Praga uma viagem calma


comprou o bilhete Lisboa-Praga e Praga-Lisboa, marcou a data da viagem e, zás, jã estava ela instalada num Airbus A301neo.

 

Lendo tudo sobe a Chéquia ou República Checa. A aeronave aterrou eo Karel, depois dela passar o chek in do passaporte e alfandegário, saiu para a vastíssima sala de espera onde, no meio de uma molhada de gente estava o seu Karel. Pousou o trólei e e fizeram o normal shake hands e beijaram-se nas faces ela dois chochos, ele três, costume do país.

 

Então Joana que trazia engatilhada uma surpresa para o seu correspondente, abriu a boca e atirou:

 

«hoj Karle a dobrý den. Jak se máte? A tvoje rodina? Bůh chce, aby byli všichni v bezpečí.

Když nastoupíte do airbusu Ryanair, je nádherné počasí,
 což je přirozené, je polovina července. A pokud vás nebudu 
obtěžovat, teď je tu pár otázek. Z našich k Už jsem řekl, 
možná až moc o mně, mluvíme skoro denně přes WhatsApp..

Teď o tobě chci vědět různé věci. Kolik kilometrů je váš dům od letiště Václava Havla? Mimochodem, miluji to, i když jsem ho Kde bydlíš? A kde budu bydlet? A kde budu jíst? A zůstaneme jen v Praze, nebo se půjdeme projít po kraji? Máte auto? To je prozatím vše. Děkuji mnohokrát.

 

už jsem zapomněl. Ja dělám hodně chyb?» [(Tradução resumida e curta para portugês para portugal (portugal) como se escreveveve na Wikipedia do google: «Olá Karel, fiz boa viagem (...) Folgo em te conheccer pessoalmente, já o fazia pelo Wathsap e pelo smartphone.

Como vais tu? Onde moras? Conheceste o Vaclav Havel?)

 

Brno

Karel tinha um Hyundai A20i e pelo caminho foi respondendo às perguntas da Joana. Era natural da cidade de Brno, mas com seis anos, os pis tinham falecido numa fuga de gás, estava ele a brincar em casa duns amigos assim escapara. Os pais não tinham parentes próximos, excluindo uma tia-avó quem o criara, porém quando ele chegara aos 18 anos a boa da dona Alena Polorná fora-se, por isso, ficara órfão. Duas ou três namoradas, mas nenhuma delas era a “tal”. Logo adeuses às curtas vindimas.

 

Vaclav Havel

De resto, através do WhatsApp e de smartphone já Joana sabia quase tudo dele…. Alto aí e para o baile. Onde moras? O teu apartamento fica a quantos quilómetros do aeroporto Vaclav Havel? Eu sei que ele foi o herói pacifico da Revolução de Veludo e Presidente da República da então Checoslováquia (na altura comunista) por se ter oposto à entrada de soldados e tanques soviéticos no território do país. Consequência: foi preso e torturado. Depois da queda do muro de Berlim (que significou o começo do fim do comunismo) Havel, aliás um intelectual, escritor, poeta, et alium foi de novo eleito como Presidente da Chéquia.

 

No que respeita à minha morada vivo na rua Seifertova, 14 2º Esq. que desce dum bairro da classe média, onde há uns apartamentos para estudantes, uma das é dinamarquesa e bem bonita. Aqui, Joana deitou-lhe um olhar de esguelha, preocupado e o Karel pensou que eram ciúmes… Como ponto mais lindo e importante da capital é o Castelo saímos da praça Mala Sbuva (em checo como se via na placa numa parede Malostranskké náméstí) a subir pela rua Seifortova (cheia de lojinhas de bricabraque local, guias da cidade e do país, linhas do metro de Praga, etc., para turistas e também para naturais vindos de outras regiões) até chegarmos ao edifício que é conhecido pelo nome de Castelo Hraacany por ter sido construído sobre uma alta coluna.

  

Castelo de Praga (Hradchany)

Karel aproveitou a ocasião e mesmo junto à imponente construção comprou para Joana um guia  “Como visitar Praga – Os 10 Monumentos mais Especiais” onde constava que o «Castelo de Praga (em checo tal como está afixado na parede atrás do balcão onde vários funcionários e funcionárias vendem bilhetes para visitar as instalações Pražský hrad) está localizado em Praga, capital e maior cidade d e encontra-se na colina Hradchany, local onde foi a República Checa fundada a cidade, que domina a capital na margem esquerda (ocidental) de Vltava.

 

O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boémia. No seu interior encontra-se a Catedral de S. Vito, o Palácio Real do Castelo de Praga, a Torre Dalibor, o Convento de São Jorge, e a Viela Dourada. (Os sublinhados a azul são publivados no blogue a laranja sem sublinhado, escepto um para acrescentar porenores da Catedral de Praga, em português de "Portugal" que é ligeiramente diferente ddo português do "Brasil" Ver google da Wikipédia))

 

Ele ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado, conforme o Guinness World Records Book, o maior castelo do Mundo.» (Versão em português “de Portugal”)

 )

Estávamos numa das filas das bilheteiras, quando
do interior da primeira sala, do tipo de espera em os visitantes 
aguardavam que os anteriores iam saindo para eles entrar, 
veio um berro enorme no meio de uma barulheira infernal. 
«Atenção!!!! !!!!Crime!!!! Pozornost!!!!!!!! Zločin!!!!
Attention!!!! Crime!!!! Prosím, zachovejte svá místa!!!!
Por favor conservem os seus lugares!!!! Please, 
keep your places!!!! 
Policie už byla přivolána a měla by tu být brzy!!!! 
A Polícia foi já chamada e está a chegar!!!! We call 
the Police and she is coming and will be here in 
few moments!!!

 

Para já, adeus Castelo, talvez amanhã aventou a Joana. «Nem pense nisso – retorquiu o Karel – trata-se do local dum crime, com toas as diligências preparatórias, impressões digitais, ADN, autópsia, análises laboratoriais e em seguida as próprias averiguações, nós temos um Polícia Judiciária muito boa, a própria Interpol o tem reconhecido. Esta merda (desculpa-me) vai durar montes de tempo. Talvez consigamos visitar o nosso Castelo quando os porcos andarem de bicicleta…». Pelo menos expressão fez soltar umas boas gargalhadas que os presentes (e eram muitos) miraram reprovadores: gozarem num momento como aquele ou eram cúmplices ou loucos!

 

Bom, sem Castelo, havia muito mais para ver. Mas com todas as confusões os ponteiros do relógio analógico da Joana indicavam que já passava do meio-dia. «Já comia alguma coisita, estou com uma larica…» O Karel franziu o sobrolho e perguntou-lhe: «Larica? Que raio de coisa é essa? No que tenho vindo a estudar o português nunca encontrei tal palavra…» Joana riu-se e explicou-lhe que larica era um calão de fome raramente utilizado e por isso ele tinha duplamente razão. Resultado: mais gargalhadas! Face à situação,

 Ponte Carlos (Karluv)

Karel sugeriu que junto à ponte Carlos (em checo Karluv) havia uma taberna (em checo Krčma) onde se comiam umas salsichas feitas de carnes de porco, de boi e de ovelha (especialidade do país) e se bebia a cerveja lager tirada directamente do barril, considerada a melhor do Mundo!

 

Pelas cinco e meia (da tarde) com o calor a abrandar decidiram ir para casa descansar; bater uma sesta não, aproximava-se a hora do jantar que Karel iria cozinhar à la checa. Sem darem por isso, iam de mãos dadas. Em tão pouco tempo… O auto apelidado chef esmerou-se, em homenagem à sua hóspede, fez um prato especial a Kapr (que lhe explicou serem filetes de carpa do rio – a Chéquia não tem mar… - fritos envoltos em massa de farinha de centeio ao estilo milanês acompanhado de uma espécie de salada russa, mas com molho de frutos vermelhos. Acrescentou que, como o bacalhau cozido com batatas e couves-lombardas, ovos cozidos, tudo coberto com picadinho de salsa ou coentros, cebola e alho, a Kapr é a tradicional ceia do Natal na sua Pátria.

      

Findo o repasto foram sentar-se no sofá e começaram a ver o na televisão um episódio da Netflix. E, sem saber como muito menos porquê, Joana encostou a cabeça no ombro direito dele que o vê-la assim passou-lhe os braços pela cintura, inclinou-se e deu-lhe um beijo na boca e ela aceitou-o; mais as suas línguas emagraram-se-lhes. Karel, então, acariciou-lhe os seios por cima da t-shirt dela e Joana ao reparar, por entre os olhos semicerrados que na braguilha dele crescia um vulto acariciou-o terna e suavemente. A cama do Karel que, a partir daquele sensacional momento, passava a ser dos dois, só ficou com o lençol de baixo e eles todos nus.                                                                                                                                                                                                                                                          


    Polícia Judiciária de Praga                                                                                                                                                        

Parece-me conveniente contar que se levantaram às onze da manhã, satisfeitíssimos, felicíssimos e com uma larica de comer um cozido à portuguesa; pudera não, toda a noite fora uma festa com fogo de artifício e tudo! No entanto, estava na hora de tentar saber do crime e como o nosso herói tinha um amigo na Polícia Judiciária, o inspector Andrej Borek, telefonou-lhe a Gulástentar tirar-lhe nabos da púcara, ao que ele lhe respondeu que estava com sorte pois o caso fora-lhe atribuído e ele mais o subinspector Marek Kustovtev já tinham iniciado as averiguações, mas estava em segredo de Justiça… 

 

Joana cujo sentido de aventura não se derramava disse: «Com ou sem segredo de Justiça, vamos em frente, havemos de descobrir qualquer coisita». Ele concordou e de novo telefonou para a redacção do “Diário de Praga” e falou com o jornalista Gulás Smartzeny mandatado para seguir o caso, que, face às intenções do casal, lhe prometeu sob palavra que lhes iriam dando conta das diligencias dos dois investigadores. E ficou assim combinado.

 

No entanto as investigações iam no” ponto do desata, nem desata…” e na Judiciária o inspector-chefe Vakrur Lavrdóbir,  andava c’os cabelos (tinha poucos, era um careca do tamanho do Castelo) e a amarinhar pelas paredes. Podia lá ser, a Coisa fechada há quase duas semanas, o que estava a acontecer a milhares de turistas, apesar das informações divulgadas por TODOS OS ÓRGÃOS DE INFORMAÇÃO. Mas a Esperança é sempre a última a morrer, talvez amanhã abram…

 

Andrej Borek e Marek Kustovtev não eram de atirar a toalha ao chão, mas esta porra da intromissão do casalinho (cuja língua portuguesa que eles não entendiam patavina, mas através da linguagem corporal percebiam que o “macho” com a “ajuda maravilhosa, pespegava-lha lhe um beijo na boa cm todos os matadores e encostavam-se selvaticamente para sentir todo os corpos vestidos de cada um).

 

Com um punhal cravado no peito

E realmente por obra do jornalista foi-se sabendo  que o assassinado se chamava Handruk Krirgrvir tinha 19 anos e era estudante de engenharia informática na Universidade de Praga – Norte. Tudo isso, incluindo a morada do infeliz, fora descoberto pelos polícias, mas a proveniência e a marca do punhal que tinha cravado no peito sobre o coração eram de total desconhecimento dos dois agentes.

 

Daí que regressados ao gabinete do mandachuva Vakrur Lavrdóbir, lhe comunicassem que desistiam! Vakrur enrubesceu e tentou dissuadi-los. Mas, nada, nadinha, estavam fartíssimos de andar à caça de gambozinos! Que ele lhes desse outro serviço mais fácil, por exemplo entrevistar o Papa. Aí o inspector-chefe começou mentalmente a contar até 2000 vezes para acalmar antes de abrir a boca e gritou: «Ruaaaaaa!!!!!

Torre de Belém uma joia

do manuelino 

Joana e Karel, por muito que diligenciassem também não obtiveram quaisquer resultados. Restava-lhes passar a vida em felicidade (como todos os casais também tiveram as suas querelas) e tiveram um trio: duas meninas e um rapazinho. Faltava saber onde iriam morar. Tanto Joana havia falado da sua gente, na grande maioria gentil, simpática, ajudando um amigo até um estrangeiro, fadista por Alfama, pela Madragoa e pelo Bairro Alto, dos seus azulejos, da Torre de Belém, dos Jerónimos e dos pastéis de nata de Belém. Karel amava Praga e o se Castel, também sentiria saudades de Brno sua terra natal. Mas a sua companheira convencera-o.

 

Andavam a procurar um apartamento T4 na Alta de Lisboa.