2023-02-26

 


Uma moldura dourada

 

*Do campo à construção civil

 

Antunes Ferreira

Ná, amanhar a terra não era pra ele essa era que era essa e que viesse o mais pintado dizer-lhe o contrário, passar-lhe as mãos pelo lombo, segredar-lhe aos ouvidos falinhas mansas e logo veria qual a resposta que receberia. Porra! Seria o menos agreste porque a alternativa rondaria termos que fariam corar um árbitro de futebol objecto de calorosos insultos dos espectadores do estádio quando marcara um penalti contra os donos da cada no último minuto do prolongamento de sete minutos.

 

Silvério dos Santos Segismundo, para os amigos o Triple Esse, herdara dos pais – falecidos num desastre de avião quando iam passar férias a Punta Cana, na altura da aterragem, só se conseguiram identificar pelos registos dentários – umas leiras de terreno a atirar para o grandote onde vicejava uma cevada dística, outras com macieiras, pereiras, figueiras e até diospireiros e ainda uns vinhedos.


 

Porém, desde criança que nada daquilo lhe despertava o menor interesse para grande consternação dos pais Manuel e Palmira Segismundo que não viam nele nem o sucessor das terras que iam comprando aos vizinhos para aumentar o pecúlio, nem muito menos, o filho, aliás único, disposto a dar-lhes – pelo menos e não era pedir muito  - um neto que perdurasse o nome da família.

 

Silvério era o que se pode dizer um farrista nato. Dormia de dia e vivia de noite. Moças era um vai-e-vem delas, loiras, morena, assim-assim, mas todas a puxar para a brincadeira, nenhuma apontada pra a igreja ou quando muito para o registo civil. Despiam-se naturalmente, faziam o que lhes dava na real gana, o Silvério era um gajo fixe, pagava uns copos, usava camisinha, tudo bem.

 

Feito o funeral com o que supostamente restava dos corpos, o Três Esses pôs-se em campo para se desfazer das propriedades o mais brevemente possível. Na vila sede das terras encontrou vários interessados e em pouco tempo realizou negócio. Juntou os seus pertences meteu tudo numa mala de rodinhas e num saco de mão, despediu-se de quem bem entendeu e ala para Lisboa, no intuito de começar uma vida nova.

 

Habilitações não eram muitas apenas completara os doze anos do ensino elementar e não estava interessado em abrir um estabelecimento pois não se achava interessado (nem tinha queda) para o comércio. Depois de arrendar um andar na Alta de Lisboa – talvez viesse a comprar um outro mais espaçoso, dependendo da forma como a vida lhe correria – entrou em contacto com um primo (afastado) de seu nome Julião Matias Moreira, da mesma aldeia e que também viera tentar nova vida na capital.

 

A pandemia tinha aparentemente passado já não se usava a maldita máscara e foi de cara descoberta que se encontraram num restaurante para almoçar e trocar opiniões. Julião estava bem na vida dedicara-se à construção civil e conseguira ultrapassar a Covid 19 sem grandes danos ainda que nem tudo tivesse sido rosas “e como sabes Silvério todas as rosas têm espinhos…” Mas, enfim, com muitos despedimentos à mistura, o imbróglio podia ter sido muito mais fodido!”




 

Conversa puxa conversa e o recém chegado deu por si a propor ao primo se não lhe calharia bem  entrada de umas massas para aumentar o capital da empesa que passaria a ser uma sociedade. Julião achou muito interessante a proposta do primo e ficou de a estudar juntamente com os seus advogado e contabilista, depois de ter conhecimento do montante em euros que o Silvério estava disposto a colocar.

 

Combinaram um jantar com todos presentes e as opiniões foram no sentido de que a concretização da ideia tinha pés par andar. Restava saber qual a situação da “Sempre a Construir” – a empresa do Julião – em termos financeiros pois uma coisa era a palavra do proprietário, outra eram os papéis da firma, os dos bancos com os quais ela trabalhava, enfim qual a situação no mercado e finalmente se se chegasse a bom porto qual a posição que o Silvério assumiria.

 

Tudo se resolveu – e a bem. As construções (que, aliás, nunca tinham estado totalmente paradas) recomeçaram e em breve retomaram a actividade em força. Silvério descobrira pela primeira vez na vida, que estava no que gostava de fazer e era vê-lo todos os dias nas obras falando com os capatazes, convivendo com os pedreiros, estucadores, carpinteiros pintores e até com os serventes.

 

Os resultados foram-se sucedendo num crescendo cada vez melhor e a sociedade ia de vento em popa; os bancos avançavam com os avales aos empréstimos e a carteira de títulos engordava a olhos vistos, os fornecedores dos materiais de construção não punham quaisquer reticências na entrega atempada de tijolos, de cimento, de vara de aço, de tudo o que era necessário para erguer um novo edifício de uma recente urbanização.

 


A divulgação das actividades da empresa carecia de alguém que percebesse do assunto e portanto o Silvério, através de um cliente, entrou em contacto com uma agência de publicidade a “Estamos na Onda” onde conheceu a responsável pelos assuntos referentes à construção civil, uma morena de 26 anos, divorciada, com todas as curvas no devido lugar, um par de pernas de fazer parar o trânsito a um cego e outro par mais acima, sum usar sutiã. E que nádegas! Dois meio hemisférios redondinhos e firmas! E quanto a palminho de cara, Deus e os pais dela tinham acertado em cheio!

 

Chamava-se a joia Madalena Figueiredo Ramalho, era licenciada pela Universidade Lusíada e livre como um passarinho saído da gaiola. Combinaram um almoço de trabalho para se darem a conhecer e ele explicar-lhe o que pretendia da agência e, em especial dela. O repasto decorreu no melhor dos mundos e ficou logo aprazado um novo encontro para a Lena (ela preferia que ele assim lhe chamasse) lhe apresentar um plano d trabalho.

 

Ora acontecia que Silvério na sequência dos encontros com potenciais associados começou a pensar que a sociedade com o primo Julião andava por bons caminhos mas que ele podia bem assumir uma empresa própria que lhe rendesse mais dividendos. E numa das reuniões com  a Lena expôs-lhe a sua ideia – e para espanto ela achou-a com pés para andar. Daí a uma conversa com o sócio que resultou numa separação amigável tanto mais que o Silvério, homem de palavra assegurou que não roubaria quaisquer clientes à sociedade.

 

Desta maneira Silvério tratou de avançar com a ideia no que foi ajudado pela Lena. Esta, face às novas solicitações, deixou a agência de publicidade para se dedicar à instalação do novo empreendimento. Julião percebeu a jogada e aceitou-a, tanto mais que o sócio lhe prometia que não roubaria quaisquer clientes. E Silvério era homem de uma só face, honesto e cumpridor. Os encontros entre Silvério e Lena deixaram de ser esporádicos – passaram a ser quotidianos. Dos planos de trabalho, dos almoços a dois, de repente estavam o apartamento do Silvério na cama.

 


Noites tórridas de pele contra pele, tal como tinham vindo ao Mundo – mas obviamente mais crescidos. Ela revelava-se um portento e ele acompanhava-a no desvario que se prolongava pela madrugada. Lena mudara-se para o apartamento do Silvério e entre as caricias empolgantes iam empurrando a nova empresa que em boa hora nascera pois os resultados estavam à vista.   

 

O escritório rapidamente se alargou com a entrada de novos colaboradores a quem os proprietários pagavam acima da média do mercado e proporcionavam regalias para os manter satisfeitos e com bons resultados. Já Silvério e Lena pensavam em abrir uma delegação no Porto e talvez noutras cidades do país, quiçá meso na Madeira e nos Açores.

 

Pensavam em ter filhos, mas para já não, o trabalho ocupava-os os dias e as noites eram um hino ao amor galopante, descobrindo-se cada vez mais, havia sempre uma novidade sensual, e quando no fim de mais um corpo a corpo, suados, estendidos na cama, lado a lado, tocando beijos e tocando-se nos pontos mais sensíveis eram a imagem da satisfação sexual e emotiva.

 

Por essa altura decidiram que o T3 já não satisfazia as suas necessidades. Precisavam de dar encontros com amigos, clientes e potenciais compradores de casas em urbanizações em que se tinham especializado. Donde decidiram mandar construir uma vivenda grande com três pisos, garagem para quatro viaturas, piscina e até court de ténis. Só o salão dava para 50 (por extenso cinquenta) pessoas.

 

O miminho da mansão – pois com tal dimensão e atributos como se lhe havia de chamar? – era a casa de banho do quarto do casal uma suite toda em mármor branco e preto, com a sanita e o bidé em porcelana Roca e todas as ferragens desde as torneiras até ao chuveiro (à parte) em metal dourado. Com jacúzi incorporado, naturalmente e com o chuveiro em diversas opções. Uma maravilha.

 


Decidiram – ainda que faltassem uns pequenos arranjos, nada de especial – passar a primeira noite em casa para fruir dela com uma noite de loucura desenfreada, sem regras nem limitações Mal pensavam para o que lhes estava guardado. O próprio Silvério dava uns toques aqui e ali. Quando chegou à casa de banho decidiu pintar de dourado o assento e o tampo da sanita para condizer com os metais. E assim meteu mãos à obra. Ainda acabava de pintar o aro da sanita r deixava-o secar e por isso pegou na lata de tinta e no pincel e dirigiu-se à garagem onde tinha montado uma mini oficina.

 

Nisto tocou o telefone fixo, ou melhor uma das extensões que havia pela casa. Atendeu: era um fornecedor de materiais de construção com o qual iniciou uma longa conversa. Entretanto a Lena preparava uma campanha sobre a abertura da futura delegação na cidade invicta. E, como aliás era hábito dela, o local mais recolhido e sossegado era a casa de banho. De resto era domingo e ninguém a iria incomodar.

 

Sentada calmamente na sanita, depois de fazer um xixi começou a ler os apontamentos que tinha com ela e de tal modo se embrenhou no tema que os minutos foram passando enquanto ela de esferográfica i anotando na margem das folhas novas ideias e corrigindo outras. Sentia-se bem consigo mesmo e o trabalho corria-lhe às mil maravilhas.

 

Porém quando pôs um ponto final nas laudas de papel e ia levantar-se não conseguiu fazê-lo. Ó diabo, estava colada pela tinta dourada ao aro da sanita. Bem se esforçou para se levantar, mas nada. Chamou pelo Silvério, porém este agarrado ao telefone e ainda por cima na garagem não a ouvia. Só meia hora depois e após muitos gritos ele apareceu e espavorecido tentou levantá-la da sanita. Debalde.

 

Silvério tentou desenrascar-se, foi buscar uma chave de parafusos, desenroscou o aro da sanita e levou cuidadosamente pela mão a sua Lena para o quarto do casal e disse-lhe para se deitar de barriga para baixo enquanto ele ia tomar as necessárias providências para resolver o berbicacho. Foi ela que lhe lembrou que no frigorífico duplo da cozinha estava preso com um imã um anúncio/aviso distribuído pelas caixas dos correios.

 

Rezava assim: “Manuel Varandas. Vai a casa com deslocações pagas sete dias por semana. Encarrega-se de assuntos diversos desde reparações de electrodomésticos até instalações eléctricas, alvenaria, canalizações e outros. Contactos: Dois números de telefone, um fixo, outro telemóvel”. Silvério ligou-lhe e disse-lhe que o assunto era delicado, pouco dado para falar ao telefone e que pagaria o que fosse necessário para que o homem viesse o mais rapidamente possível.



 

“Dentro de uma hora, o mais tardar, estou aí.” E o prometido foi cumprido. Levado ao quarto do casal o Varandas perante o quadro que se lhe deparava disse para o Silvério: “O senhor vai desculpar-me o comentário. Concordo que o traseiro é muito interessante; mas daí a emoldurá-lo acho um tanto exagerado…”

 

 

 

 

 

 

2023-02-19

 


Da piscina ao tapete

 

*Dois japoneses que adoptaram Portugal

Antunes Ferreira

Para muito boa gente que custa a acreditar mas não é fantasia, é a mais pura verdade: já fui nadador de competição oficial; mas em contrapartida tentaram que fosser judoca e falhei miseravelmente. Deus dá nozes a quem lhes faltam os dentes. A intimidade com a água, incluindo a engarrafada com e sem bolhinhas, levou-me recentemente e por mero acaso a assistir na TV em directo a competição em Roma dos saltos da prancha dos dez metros nos Campeonatos da Europa.

 

Repimpados os dois Ferreiras/reformados íamos admirando as proezas dos jovens atletas e eu não me contentava apenas em mirar cuidadosamente o plasma: atribuía em voz alta os pontos classificativos que daria a cada concorrente. E quando no ecrã apareciam os resultados dados pelos jurados não é que eu acertara em quase noventa e picos por cento? Ah, a bolsa aquosa a cada salto dizia “presente!” Resquícios, quiçá do líquido amniótico?

 

No final da transmissão telefonei ao Pedro Vasconcelos que fazia parte da equipa de quatro estilos por cem metros iniciados do Sport Algés e Dafundo. Ele nadava costas, eu bruços; o Victor Matos mariposeava e o Chico Tomás fazia o crawl. O Victor para fugir à guerra colonial desertara para o Brasil então presidido por   Juscelino Kubitschek, quem mandou construir a nova capital Brasília. A trabalhar nas obras dela o nosso amigo e ex-colega de equipa viria a falecer vítima de acidente com um tractor.




 

Comentámos a prova de Roma e voltámos ao nosso tempo. Daí a lembrarmo-nos do Shintaro Yokoshi /que acabara de falecer) foi um salto de… pulga. A sua chegada à noite ao estádio/piscina (de 33 e pozinhos metros) foi um verdadeiro espectáculo. Tinha 22 anos, era um Zé Lingrinhas, mas fora campeão no seu país, o do Sol Nascente, como se dizia. Contratado para treinador dos atletas do Algés e Dafundo, foi sentar-se na bancada acompanhado duns tipos da direcção do clube e dum japo-brasileiro há muito residente em Portugal a servir de intérprete, embora Yokoshi, licenciado em Economia falasse inglês.

 

Descoberto pelos assistentes à competição (em que eu participava) os jogos da JEUSES Jeunes Sportives de l’Europe du Sud, começaram os pedidos altissonantes para que ele fizesse uma exibição dos seus dotes. Shintaro levantou-se, foi ao vestiário, pôs uns calções, subiu ao marco de partida, ao seu lugar, pum, quatro vezes cem metros nos quatro estilos, todos batendo por larga margem os recordes de Portugal! O estádio/piscina só não veio abaixo porque os alicerces eram basto sólidos…

 

O treinador japonês que sobreviveu à bomba atómica na cidade onde vivia como criança com a família, Nagasaki, foi-se deixando ficar numa terra que desconhecia. Estranhou mas habituou-se ao bacalhau e ao caldo verde. Casou e teve filhos com uma portuguesa. Ficou para "vingar" no trabalho, o que só aconteceu mais de 20 anos depois, quando o próprio filho, Alexandre Yokochi, também ele nadador, se sagrou finalista Olímpico em Los Angeles (1984).

 

Lanceiros 2 na Calçada da Ajuda da arma da cavalaria foi o quartel onde assentei praça como cadete miliciano. Aliás as primeiras semanas passeias acampado com mais outros cadetes e moços destinados a futuros furriéis milicianos – em tendas de três panos para três desgraçados e palha como cama comum. Rica vida castrense.

 

Findas as “férias” junto ao Atlântico (a que nunca pusemos os olhos em cima, trotámos em marcha acelerada com todo o equipamento às costas a marginal até parar no ansiado quartel. Julgava eu e (ilusão ingénua) mais os noventa maçaricos, ou seja aos novatos fardados que iriamos ter uns momentos mais “suaves”. Estulta esperança; ninguém sabia os tormentos que nos estavam guardados – entre os quais uma instrução de judo!



 


Aí estava o busílis da merda. O instrutor especialmente convidado pelos manda-chuvas do Exército era um tal Kiyoshi Kobayashi Já na altura era uma celebridade. Médico de profissão, fora quem tratara o nosso campeão e herói nacional Carlos Lopes a uma lesão no tendão de Aquiles ainda antes de este se ter sagrado campeão olímpico, em 1984.

 

Chegara nesse ano mas ficaria para sempre no nosso país. Mestre Kobayashi, uma das mais altas graduações da Modalidade – 9º Dan, foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento da modalidade em Portugal, sendo conhecido inclusive como “o pai do judo português”. Foi Selecionador e Treinador da Equipa Nacional e acompanhou-as em Campeonatos da Europa e do Mundo, assim como nas edições dos Jogos Olímpicos de Montreal (1976), Los Angeles(1984) e Seul (1988).

 

Quando chegou a minha vez de ir para o tapete onde se encontrava o Mestre japonês o meu macacão estava molhado de suor. Os primeiros passos só pra aqueceres escaparam; mas quando o sacrista m atirou ao chão apenas com um golpe de braço e perna doeu-me pra burro. Levantei-me vermelho que nem tomate,

 

Assistiam vários oficiais às demonstrações entre os quais os comandantes do meu pelotão e do esquadrão a que pertencia. Galhofa. Risada geral. E Kobayashi: “Este não presta, é merda.” Não sei como se diz filho-da-puta em japonês, mas chamei-lho – em português, alto e bom som!!!! Três fins-de-semana sem ir a casa.

 


Mais tarde, antes de terminar o primeiro ciclo do COM, o Curso para Oficiais Milicianos, pedi ao Shintaro Yokoshi, de quem ficara bom amigo, para me escrever em japonês aquela expressão  que “remetera” ao compatriota judoca. O treinador deu uma gargalhada (já era meio portuga…) e alertou-me: “É assim. Mas quando pedires suschi num restaurante japonês não lhe chames assim 

クソ野郎,e óbvio, concordei.

 

 

2023-02-11

 Ainda o Mundial do Qatar

 

* Onde "também aparece" a China ...

 


Mais uma contribuição do Alberto Guimarães que revela a intervenção no Mundial 2022 no Qatar dum país que cada vez mais é uma grande potência no palco do Mundo. O recente episódio do balão/espião chinês abatido por um caça F - 22 Raptor, trouxe à cena aquilo que já o nosso Eça de Queiroz rotulava de “perigo amarelo”. Premonitório?

Antunes Ferreira

Os tempos do Mundo dividido entre duas grandes potências já deram o que tinham a dar? Sem recuarmos muitos séculos na História salta à evidência o tratado de  Tordesilhas entre o reinos de Portugal e da Espanha unificada com os reis Católicos, que contemplava as terras descobertas e ou conquistadas pelos navegadores e militares dos dois reinos.

 

Mas aí ainda se registava o papel predominante do papado. A autoridade dos papas levava que estes através de bulas determinassem se os acordos (e foram vários antes de se alcançar Tordesilhas) eram ou não válidos em conformidade com o direito eclesiástico. Bem, não fora exactamente assim; como em todas as negociações nos bastidores reinaram os “arranjinhos”, o “disse-que-disse-mas-não-disse”, as intrigas, a corrupção enfim. Zangam-se as comadres…

 


Salte-se, agora no tempo para se chegar às conferências de Yalta e Potsdam onde os chefes dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética no pós II Guerra Mundial dividiram a Europa (e o Mundo) em zonas comunistas e não comunistas. Estava iniciada a Guerra Fria, onde a meaça nuclear estabeleceu um “equilíbrio” precário, mas também subsistiram conflitos armados e bem sangrentos por todo o Mundo com ameaças reciprocas.

 

De qualquer forma, este orbe terráqueo em que vivemos (ou melhor sobrevivemos) habituou-se à existência de duas superpotências que se foram armando cada vez com maior poder de fogo, acentuando-se assim a dicotomia simplista entre o “BOM” e o “MAU”. Entretanto outros países foram adquirindo a tecnologia nuclear e fabricando as suas próprias bombas e mísseis,

 

De todos o mais preocupante é, sem margem para dúvidas, a Coreia do Norte de Kim Jong-un, cujo potencial parece ser perigosíssimo. Trata-se de um país realmente incompreensível: o povo passa fome, os militares são tratados nas palminas como heróis e considerados o esteio da nação. Contudo, por mais ameaçador que seja o seu discurso, subsiste a divisão entre as duas superpotências.

 

Contudo do lado do Kremlin com a queda da URSS houve mudanças apreciáveis. Sobretudo a nível militar. De acordo com “especialistas” Moscovo perdeu a potência que tinha ou, pelo menos, uma parte dela. A aventura da guerra da Ucrânia parece indicar que a máquina castrense da Federação Russa já teve melhores dias.

 

No entanto, ainda é cedo para se tirarem conclusões sobre o tema pois  guerra está longe de ter fim. Acordos de paz – onde estão ou estarão eles? O recurso aventado pelo czar Vladimir Putin à arma nuclear não me parece ser muito preocupante. A retaliação nos mesmo termos seria a catástrofe mundial. A III Guerra não se descortina no horizonte. E ainda a procissão saiu há um ano do adro.

 

Neste quadro bipolar cada vez mais se vem acentuando o papel importantíssimo da República Popular da China que se tornou na segunda potência económica do Mundo. As suas empresas começaram por “invadir” países do Terceiro Mundo mas depressa se estenderam pela Terra inteira. A princípio as “lojas dos chineses” que têm “tudo” foram-se instalando discretamente e bem assim os restaurantes.



 

Temos entre nós, aqui em Portugal o exemplo disso: não há sitio por mais pequeno que seja que não tenha uma “loja do chinês” onde se pode adquirir desde roupa e artigos escolares a electrodomésticos. Há grandes armazéns que abastecem os revendedores e a cadeia não tem fim. Com maior ou menor dificuldade linguística eles continuam a vender “tudo” e a preços mais baratos. Longe vão os tempos dos chineses que vendiam gravatas nos Restauradores e no Rossio.

 


Por outro lado empresas chinesas foram entrando em portuguesas, desnecessário se torna lembrar  EDP. Este é o panorama no nosso país à semelhança aliás do que se passa noutros. Convém não esquecer a actividade das Tríades, as mafias chinesas que por toda a parte controlam a actividade comercial dos cidadãos oriundos da RPC, nomeadamente de Macau.

 

Isto leva-me a publicar o texto que se segue. Deve ler-se com tenção poi ele é bem esclarecedor do papel da China de hoje no Mundo.    

  

Qual foi o país que ganhou a Taça do Mundo FIFA de 2022? Se a sua resposta for Argentina, está certo, é a verdade, mas há outro país que ganhou o Mundial sem jogar uma única partida. E esse país foi a China. Se não concorda com o que aqui lhe dizemos, vamos apresentar as dez (10) maneiras pelas quais a China trabalhou silenciosamente nos bastidores da competição que decorreu no Qatar...




Primeiro: Os edifícios da toda a cidade que englobaram os estádios, os hotéis, os edifícios administrativos, as instalações das delegações, das equipas, treinadores e acompanhante, dos árbitros, dos dirigentes da FIFA, dos elementos do Qatar que fizeram a ligação com os participantes e outros, os centros de informação, etc.  receberam electricidade verde de uma central de energia solar de última geração construída pela Power Construction Corporation na China.

Segundo: As pessoas foram levadas para onde precisavam ir numa frota de 888 autocarros totalmente eléctricos, fabricados pela Yutong Bus, uma empresa chinesa que se tornou discretamente, até onde se sabe, a maior fabricante de autocarros do mundo.



Terceiro: O estádio principal foi construído pela China Railway Construction Corporation: a empresa que surgiu na África, na Europa e no mundo, conhecida pela sua capacidade excepcional de criar infraestrutura em ambientes desafiadores.

Quarto: O que é um evento desportivo sem lembranças? Estima-se que quase 70% das mercadorias relacionadas com o Mundial 2022, desde bolas de futebol a bandeiras, camisetas e apitos, vieram de um único local na China, uma cidade no sudeste da China chamada Yiwu.




Quinto: Um grande reservatório especialmente construído para fornecer água potável para atletas e assistentes foi construído pelo Gezhouba Group, de Wuhan.

Sexto:
A construção dos estádios exigiu uma grande quantidade de equipamentos pesados, de enormes máquinas de terraplenagem a guindastes - cerca de 100 deles foram fornecidos pela empresa chinesa Sany Heavy Industry, uma das maiores construtoras do mundo.

Sétimo: O mais inovador era o passo diagonal 974, que podia ser desmontado e remontado em qualquer lugar. O projecto de 974 blocos foi projectado por um arquiteto espanhol da China International Marine Container.




Oitavo: Observou todas as luzes de LED em todos os lugares? Eles vieram do Grupo Unilumin na China.

Nono: A maioria das pessoas diz que os condicionadores de ar são necessários para sobreviver naquele ambiente — e a Midea da China forneceu 2.500 aparelhos de AC para o evento.

Décimo: Por último, mas não menos importante, este foi o evento desportivo mais caro da história do mundo e precisava de muito apoio corporativo. Dezanove (19) empresas chinesas se inscreveram para patrocinar o evento, claro através de publicidade.

 

 

2023-02-04

  


 

 O Marques do Pombal  

*Quando os pombos levam na anilha

 

Antunes Ferreira

Era uma garrafa. E trazia algo dentro dela; tinha sido arrojada pelas últimas ondas e estava meio enterrada na areia húmida calcada por inúmeros pés de tamanhos diferentes nus e ou calçados de sandálias, sapatos, havaianas ou solas de pneus afeiçoadas a extremidades humanas, bem como patas de animais, sobretudo de gaivotas. Sebastião agachou-se e pegou nela. Vidro verde escuro próprio de vinho tinto. O oceano levara-lhe o rótulo – se o tivera alguma vez.

 

Outono tardio com frio bastante para usar samarra e boné de marinheiro com uma âncora bordada mas tudo muito gasto por via do uso prolongado. Sebastião Joaquim Marques de Carvalho, alcunhado O Marques do Pombal não só pelo nome mas também porque era um columbófilo, filiado na Federação Portuguesa de Columbofilia não era um destacado elemento daqueles cujos resultados eram motivo de orgulho nacional a nível de pombos-correios.

 

Registavam-se um campeão olímpico (havia Jogos Olímpicos Columbófilos), vários segundos e terceiros lugares nessas competições e noutras como por exemplo as que englobavam as ibero-americanas de línguas românicas, outras intercontinentais e em todas a columbofilia portuguesa não deixava os seus créditos em mãos alheias.

 

Como estava desocupado (tinha sido despedido) Sebastião levara consigo o Press Release da Federação e    ia lendo que em Portugal são realizadas corridas de pombos entre Fevereiro e Junho de cada ano, sendo que nos restantes meses existem outras competições columbófilas, nomeadamente os dérbis. O número de pombos está estimado em 4,5 milhões!



 

A columbofilia é a uma modalidade desportiva relacionada a corridas entre pombos-correio. Os columbófilos (criadores de pombos-correio) potencializam as capacidades físicas e de orientação dessas aves para participação em campeonatos. Os animais desenvolvem velocidades máximas entre 87 km/h e 102 km/h em distâncias que podem chegar a mais de 1.200 quilómetros,

 

A prática está regulada oficialmente.  Nomeadamente pelo Lei 36767 de 26 de Fevereiro de 1948 (Lei de protecção ao pombo-correio): Determina que é necessário estar inscrito na Federação Portuguesa de Columbofilia para poder ter pombos-correio ou comprar anilhas oficiais e que o dever de quem encontrar um pombo-correio extraviado é comunicá-lo de imediato à Federação Portuguesa de Columbofilia, que tratará de identificar o proprietário a fim de se proceder à recuperação do pombo. Após a recepção da comunicação emitida pela Federação, o proprietário dispõe de 15 dias (corridos) para a efectiva recuperação do pombo.

 

Mas, o que é, afinal esta ave tão admirada? O atual pombo-correio é o resultado de cruzamentos de algumas raças belgas e inglesas, efectuadas na segunda metade do século XIX. Esse padrão de pombo foi continuamente selecionado a fim de apurar duas características principais: a capacidade de orientação e um morfético atlético.



 

Por agora Sebastião guardou o boletim informativo, pegou na garrafa que aparentava ser muito velha e dirigiu-se a um bar restaurante que existia logo acima da praia e onde se encontravam apenas dois velhos clientes jogando gamão e um par, também da terceira idade, ocupado com o dominó. Mandou vir uma bica e um pastel de nata, ao que o patrão o aconselhou a optar pelos de feijão feitos pela mulher dele e acabados de sair do forno. Assim foi.

 

O lacre que tapava o gargalo da garrafa estava intacto, apenas um tanto amarelecido pelo sal do mar. O dono do estaminé, sôr Malaquias emprestou uma faca da cozinha para abrir o lacrado e poder-se extrair o conteúdo. Tratava-se dum papel, melhor dizendo uma mensagem em castelhano antigo datada de 17 de Marzo de 1756 oriunda de Montevideo e assinada por Don Fernando Cruces Carrasco.



 

Nela o autor relatava: “Estoy atrapado aquí en esta isla

por haber llamado hijo de puta al gobernador general de la provincia, lo que es verdad.

Pero la sentencia que me ha dado el tribunal es de por vida y aislada para siempre.

¡Mierda!

Por eso escribo este mensaje que arrojo al mar con la esperanza de que alguien lo lea y venga a salvarme. Espero y confío en Dios Nuestro Señor,”

 

Era o Outubro de 2021, distavam 265 anos entre a entrada da missiva na garrafa e a sua saída ali no Beira Mar do sôr Malaquias; não havia nada a fazer, a não ser acolher a proposta do proprietário: para comemorar o achado podíamos beber umas bejecas com uns nacos de salpicão de Freixo de Espada à Cinta que era a terra dele. Excelente.

 


E foi então que os temas se cruzaram. De Freixo era também natural o sacana que me despedira por causa dos pombos correio. E logo o valente Gustavo Malaquias: “Sei quem é o pássaro bisnau. É o engenheiro Artur Margaride, que dizem que é maricas…” E acrescentou: “Eu, pelo menos, não punha as mãos no fogo por ele; já na escola primária onde andámos juntos se falava…”

 

Sebastião percebeu. Sem qualquer intenção premeditada tinha perguntado no escritório, na frente do Margaride, se era verdade que os pombos correio levavam mensagens na anilha. Ao que o Silvestre da Tesouraria comentara com ar sardónico: “Na anilha? Tás a gozar com quem?”

 

 

 

 

2023-01-30

 

Pelos vistos estamos em maré de curiosidades. Estas são as últimas que recebi e foram-me enviadas pelo meu amigo (desde os tempos de Angola)  Alberto Guimarães, que costuma remeter-me “coisas” contra o Governo, Desta feita, porém, a roca fia mais fino. Elas aqui ficam para apreciação dos que ainda leem A NOSSA TRAVESSA

   10 CURIOSIDADES SOBRE LISBOA  

 
*1.  Por que é que os homens do lixo eram chamados “Almeidas”?*


 

 

Chamávamos “Almeidas” aos homens que recolhiam o lixo porque os primeiros a fazer esse trabalho vinham de Almeida, na Guarda, vila fronteiriça da comarca de Pinhel. Se fossem naturais da Lixa, cidade do concelho de Felgueiras, esta história tinha outra piada, eram Lixados…

 


 

*2.  Por que é que há um arco no meio da Praça de Espanha?*



O arco que está no meio da praça fazia parte do Aqueduto das Águas Livres e estava na Rua de São Bento. Foi desmontado aquando de umas obras de remodelação, em 1938, e esteve espalhado na rotunda da Praça de Espanha até 1998, ano em que um gigante apaixonado por Legos o devolveu à sua forma original.

 

*3.  É mesmo proibido dar de comer aos pombos? Porquê?*



Dar milho aos pombos é proibido de acordo com o n.º1 do Art.º 60.º do Regulamento de Resíduos Sólidos.

A dieta é obrigatória para evitar que esta praga se reproduza. Ou seja, se os pombos comerem os seus restos de pão e bolos não vão comer o milho com contraceptivo que é distribuído pela Câmara da cidade com o objectivo de controlar essa encantadora população de aves que insiste em “redecorar” os nossos carros com as suas cagadelas.

 

*4 . Quanto ganha o presidente da Câmara?*



Está a pensar candidatar-se ao cargo? Acha que podia fazer melhor ali no Eixo Central ou tem outras ideias sobre como tornar o trânsito mais caótico? Fique a saber que um presidente da Câmara de Lisboa ou Porto ganha 3.587€ ilíquidos por mês, 55% do salário base do nosso PR. O cálculo do ordenado é feito com base no número de eleitores de cada município.

 

*5.  Quanto mede a rua da Betesga? É assim tão pequena?*



A Rua da Betesga tem aproximadamente 10 metros de comprimento e é tida como a rua mais pequena de Lisboa.

A expressão “meter o Rossio na Ruada Betesga” é usada sempre que um lisboeta muda de casa e tem de tirar o sofá pela porta da entrada.

 

*6.  Quanto tempo demoraram as obras de Santa Engrácia?*



284 anos. De 1682 a 1966. Demorou, mas lá que ficou uma obra bonita, isso ficou.

 

*7.  Há um faroleiro no Bugio?*



O farol, no Forte de São Vicente do Bugio, deixou de ser uma fortificação em 1945 e tornou-se automático em 1981.

No ano seguinte os faroleiros foram mandados para casa e desde então que está vazio. Isto significa que se quiser pode ocupar o forte, declarar a sua independência e começar a emitir moeda. Não diga a ninguém que fomos nós que demos a ideia.

 

*8.  Qual é a pata direita do cavalo de D. José?*



É a esquerda. Não conhece o trocadilho? É uma provocação tão antiga como a estátua equestre que está no Terreiro do Paço. A pata direita –ou que está “a direito” – é a pata esquerda do cavalo. A pata do seu lado direito está ligeiramente dobrada, daí ser possível brincar comos vários significados da palavra “direita”. É rir a bom rir. E qual é a cor do cavalo branco de D. José?

 

*9.  É verdade que a estátua que está no Rossio é de um imperador mexicano?*

 

Não e é uma pena. Dava uma belíssima história. O mito urbano de que a estátua que está na praça do Rossio não é de D. Pedro IV, mas sim do imperador Maximiliano do México, é só isso mesmo: um mito. Reza a lenda que o escultor tinha feito uma belíssima estátua do tal imperador, entretanto fuzilado, e para não dar o trabalho por perdido reciclou-a como homenagem ao monarca português.

 

*10.  Estamos todos familiarizados com a Segunda Circular, mas onde fica a Primeira Circular?*


A Primeira Circular existiu e “circulava” a cidade no século XIX: começava no Largo de Alcântara, passava pela Rua D. Carlos, Rua Marquês da Fronteira, Duque de Ávila, Praça do Chile e por aí acima pela Morais Soares para depois descer até Santa Apolónia. Representava na altura os limites da cidade, que entretanto transbordou e vai daí fez-se uma Segunda Circular.

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NADA MAIS VERDADEIRO!

Idosos e confusão mental

 

Antunes Ferreira

O texto que de seguida publico – porque me pareceu muito interessante e, principalmente, muito importante – foi-me também enviado pelo meso amigo desde os tempo de Luanda, o Alberto Guimarães, a quem aqui deixo o meu muito obrigado. Pode acontecer que já conheçam o seu conteúdo; eu não. De qualquer jeito a quem já o souber aqui ficam as minhas desculpas; aos outros – aproveitem…

 

Autor: Arnaldo Lichtenstein, Médico.

“Todas as vezes que ensino medicina clínica para estudantes de medicina do quarto ano, faço a seguinte pergunta:

"Quais são as causas da confusão mental em pessoas idosas?"

Alguns respondem: "Tumores na cabeça".

Eu respondo: Não!

Outros sugerem: "Os primeiros sintomas da doença de Alzheimer".

Eu respondo novamente: Não!

Com qualquer rejeição das suas respostas, eles ficam frustrados.

E ficam de queixo caído quando noto a causa mais comum:



Desidratação

Pode parecer uma piada; mas não, este último motivo não é suspeito e extremamente importante.

Pessoas com mais de 60 anos geralmente param de sentir sede e como resultado, param de beber líquidos.

Quando ninguém está por perto para lembrá-los de beber líquidos, eles secam rapidamente.

Desidratação severa e afeta todo o corpo. Pode causar fraqueza muscular, fadiga, falta de motivação, confusão mental súbita, diminuição da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, angina (dor no peito). Em casos muito extremos, coma e até morte.



Esse hábito de esquecer de beber líquidos começa aos 60 anos, quando temos pouco mais de 50% da água que precisamos ter no nosso corpo.

Pessoas com mais de 60 anos têm um reservatório de água mais baixo. Faz parte do processo natural de envelhecimento.

Mas há mais complicações. Embora estejam desidratados, elas não sentem vontade de beber água porque os seus mecanismos internos de equilíbrio não funcionam particularmente bem.

Resumo:

As pessoas com mais de 60 anos secam facilmente, não apenas porque têm menos água; Mas também porque não sentem a falta de água no corpo.

Embora as pessoas com mais de 60 anos possam parecer saudáveis, realizar reações e funções químicas pode ser prejudicial para todo o corpo.

Então aqui vão dois alertas:


 

1) Adquira o hábito de beber líquidos. Os líquidos incluem água, vinho, sumos, chá, água engarrafada, leite, sopas e frutas ricas em água, como melancia, pêssego e abacaxi; A laranja e a tangerina também funcionam.

O importante é que a cada duas horas, você precisa beber alguns líquidos.

Lembre-se disso!

 

2) Alerta aos familiares: ofereça constantemente líquidos a pessoas com mais de 60 anos. Ao mesmo tempo, observe-as.

Se você achar que elas repelem fluidos e ficam irritáveis, com falta de ar ou desatentas durante a noite, esses são quase certamente sintomas recorrentes de desidratação.

Você está inspirado a beber mais água agora?

Envie esta informação para outras pessoas. Faça isso agora! Os seus amigos e familiares precisam saber por si mesmos e ajudá-los a serem mais saudáveis e felizes!

*É bom compartilhar isto com pessoas com mais de 60 anos,"